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Midterm Outcome of Ultrasound-Guided Alcohol Gel Sclerotherapy for Symptomatic Leiomyoma

Artigo comentado por: Dr. Fernando Gurgel

Midterm Outcome of Ultrasound-Guided Alcohol Gel Sclerotherapy for Symptomatic Leiomyoma
Lucilo Avila Pessoa, Jr, MD, Fernando Gurgel, MD, Mirela Avila, MD, Maria da Conceição Souto Maior, MD and Valeria Maria Bezerra Silva, MD Departments of Ultrasonography (L.A.P., F.G., M.A.) and Research (M.d.C.S.M., V.M.B.S.), Centro Diagnóstico Lucilo Avila Júnior, Recife, Brazil. J Ultrasound Med 29:1323-1330 • 0278-4297 September 1 2010, Volume 29, Issue 9.

A miomatose uterina é considerada uma das mais importantes afecções ginecológicas, atingindo 25 a 35% das mulheres, tornando-se sintomática em 50% das mulheres afetadas. O tratamento tradicional tem sido a histerectomia. Atualmente alternativas menos radicais com preservação do útero tem sido propostas, entre elas, escleroterapia dos nódulos miomatosos com etanol Este estudo foi realizado com o objetivo de se observar os efeitos da escleroterapia de nódulos miomatosos no tamanho do útero, no volume do maior nódulo, e na sintomatologia relacionada à doença, durante o período de 12 a 18 meses após o procedimento. Foi realizado um estudo do tipo série de casos que incluiu 118 pacientes consecutivas (com idade entre 20-50 anos), as quais procuraram o centro de imagenologia entre 1 de novembro de 2005 e 20 de julho de 2007, com a recomendação pelo seus ginecologistas, para realizar a escleroterapia com álcool gel dos miomas sintomáticos diagnosticados. Elas foram submetidas ao procedimento, e foram seguidas clinicamente e através de imagens de ultrassonografia que monitorizaram o volume do útero e do maior nódulo, em 3 momentos: 1-2 meses (1º Retorno), 6-8 meses (2º Retorno), e 12-18 meses (3º retorno). Os efeitos adversos relacionados ao procedimento foram descritos. Antes do procedimento, o volume uterino médio era de 223 +/- 153,3 cm3, e o volume médio do maior nódulo era 68,4 +/- 110,5 cm3. A redução do volume uterino foi observada em 55 pacientes (64,7%) do total de 87 mulheres que conseguiram chegar até o último follow up, 12-18 meses após o procedimento. A média percentual de redução de volume uterino encontrada no 1º retorno (1-2 meses) foi de 4,5%; 27,8% aos 6-8 meses, e 29,5% aos 12-18 meses. A redução do volume do maior nódulo ocorreu em 72 (82,7%) mulheres, do total de 87 que chegaram ao último follow up. O percentual médio de redução no primeiro retorno (1-2 meses) foi de 12,6%, 42,8% aos 6-8 meses, e 55,5% aos meses. 59% delas não apresentaram queixas após a recuperação anestésica. A reação adversa mais comum foi a dor pélvica, que durou algumas horas após o procedimento, a qual desapareceu com o tratamento com analgésicos por via oral. Nenhuma complicação grave foi observada. O tratamento também alterou a sintomatologia relacionada à doença: houve redução da intensidade da dor pélvica, e da frequência de dor durante a menstruação; O sangramento menstrual e entre as menstruações também diminuiu significativamente após o tratamento. Setenta e sete porcento das pacientes mostraram-se satisfeitas com o procedimento, ao final do follow up. Concluímos com este estudo, que a escleroterapia de miomas em pacientes sintomáticas que desejam preservar sua fertilidade pode ser uma alternativa terapêutica efetiva, que apresenta baixo custo e baixa morbidade, embora sejam necessários novos estudos controlados a fim de melhor elucidar os benefícios desta técnica.