CBR

 

13

janeiro

2012

Comsu defende contratos coletivos entre médicos e operadoras

A luta por contratos coletivos entre médicos e operadoras de saúde será uma das principais bandeiras do movimento médico da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu). Em sua primeira reunião do ano, realizada no dia 12 de janeiro, em Brasília, a Comissão debateu que pontos irá reivindicar e defender junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na busca de uma relação contratual mais justa e equilibrada entre profissionais e operadoras de planos de saúde.

“Não existe hoje um contrato regular entre médicos e operadoras de planos de saúde e isso é um absurdo. Com o reconhecimento do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de que o contrato coletivo é uma ferramenta válida também para as relações entre médicos e operadoras, nós vamos discutir, junto à ANS e com a participação das operadoras e das entidades médicas, a elaboração desse contrato. Isso dará mais segurança aos médicos e melhores condições de atendimento aos usuários”, destaca o secretário de comunicação da Fenam, Waldir Cardoso.

Uma reunião com representantes da ANS para apresentar os pontos reivindicados para a negociação coletiva será solicitada nas próximas semanas. Na pauta do encontro estarão os critérios de credenciamento e descredenciamento, reajustes e periodicidade nos honorários médicos e de glosa.

Perspectivas para 2012
Durante a reunião, também foi feito um balanço do movimento ao longo de 2011 e traçadas as perspectivas para 2012. “Pretende-se, para o inicio de março, a realização da reunião ampliada da Comsu, na qual pretendemos enumerar os diversos pontos de luta do movimento em 2012″, explicou o secretário geral da Fenam, Mario Antonio Ferrari.

Junto com os representantes do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira, que compõem a Comissão, o secretário de Saúde Suplementar da Fenam, Márcio Bichara, considerou o ano que se passou vitorioso, tendo em vista a realização e a adesão dos médicos brasileiros a dois movimentos inéditos na área da saúde suplementar, o que foi realizado em 7 de abril, que definiu a paralisação nacional dos médicos no atendimento aos usuários de planos de saúde, e o movimento de 21 de setembro, que penalizou, também com um dia de paralisação,as operadoras que não aceitaram negociar com os profissionais.

“Conseguimos unificar o movimento médico. Hoje estamos afinados com as respectivas comissões estaduais e temos condição de fazer um calendário para as ações do movimento. Então, em 2012 teremos muito trabalho pela frente, mas estamos muito mais organizados em termos de estrutura e de comunicação. O ano será muito profícuo para o movimento médico”, aposta o dirigente.

Fonte: Fenam

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