CBR

 

13

julho

2012

CNS discute plano de carreira para servidores do Sistema Único de Saúde

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) discutiu a implementação de um plano de carreira para servidores do Sistema Único de Saúde (SUS) durante reunião ordinária em 11/07/20012. Conselheiros do órgão fizeram sugestões e debateram com representantes do governo as deficiências do sistema e a dificuldade de encontrar profissionais para a rede pública e estimular a sua permanência. O encontro foi coordenado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, presidente do CNS.

Representante do Ministério da Saúde, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, apresentou um balanço das ações mais recentes do governo e disse que um dos principais problemas do SUS é o de preencher as vagas para médicos, especialmente em cidades pequenas e localidades remotas. De acordo com Sales, uma saída para a questão seria ampliar a oferta de residência médica na rede pública de saúde, usando postos e hospitais como campo de prática. “Já existem alguns programas nesse sentido, e vamos debater com a Comissão Nacional de Residência para apresentar a possibilidade de ampliação”, declarou.

O conselheiro Arilson da Silva Carvalho, representante do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS) destacou que a dificuldade na contratação de médicos se deve, principalmente, à competição desigual por parte do setor privado de saúde. “Precisamos ter em vista como convencer os profissionais a fazer parte da carreira do SUS”, disse.

Segundo Eliana Pontes de Mendonça, secretária executiva da Mesa de Negociação Permanente do SUS e também representante do ministério, as diretrizes adotadas no país para a carreira no Sistema Único serão as que constam na Portaria n° 1.318, de 2007. O texto visa a uniformizar remunerações e condições de trabalho nas carreiras para diferentes localidades e níveis de governo (federal, estadual e municipal). Segundo Eliana, 56 mesas de negociação estaduais e municipais discutem, atualmente, a implantação da portaria.

Fonte: Agência Brasil

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