CBR

 

24

julho

2012

Médicos de SP reúnem-se para avaliar reajustes e possível paralisação

Os médicos paulistas agendaram um encontro para o 9 de agosto, às 19h, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM). O motivo é a avaliação das propostas de reajuste enviadas pelos planos de saúde, que ainda relutam em atualizar os valores pagos aos médicos pelas consultas. Caso sejam consideradas insuficientes, a classe poderá organizar paralisação do atendimento eletivo no mês de setembro.

Durante reunião ocorrida no dia 2 de julho, os representantes da Associação Paulista de Medicina (APM), do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), do Sindicato dos Médicos do Estado (Simesp) e de regionais e sociedades de especialidade atualizaram o balanço das negociações. Após 30 reuniões com 17 planos de saúde em São Paulo, apenas três operadoras propuseram reajuste de procedimentos médicos para este ano.

A Porto Seguro apresentou consulta a R$ 60 e 10% de atualização sobre os demais honorários já a partir de agosto. A Marítima fez a mesma proposta, mas a partir de outubro de 2012. Já a Sul América propôs consulta a R$ 60 e 7,5% de reajuste para os procedimentos a partir de setembro.

Das demais empresas que participaram das negociações, Allianz, Amil, Medial, Blue Life, Dix Amico, Bradesco, Mediservice, Care Plus, Green Line, Gama e Itaú-Unibanco mencionaram apenas os valores de consulta. E mais: nove empresas de autogestão ligadas a Unidas informaram quanto pagam pela consulta e que algumas utilizam a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) 3ª edição. As demais ligadas ao grupo não se manifestaram até o momento.

As operadoras Golden Cross, Intermédica, Notredame, Omint, Trasmontano e Universal, embora tenham negociado com as entidades médicas de São Paulo, não apresentaram nenhuma proposta por enquanto.

As empresas Itálica, Life Empresarial, Metrópole, Prevent Senior, Santa Amália, Santa Helena, São Cristóvão e Seisa ainda não agendaram reuniões com as entidades médicas.

Segundo o diretor adjunto de Defesa Profissional da APM, Marun David Cury, que coordena as negociações, todas essas empresas estão sendo comunicadas que têm até o dia 9 de agosto para enviar propostas consistentes, de forma oficial, caso contrário os médicos decidirão por medidas mais incisivas na plenária já agendada.

Participaram da reunião o diretor de Defesa Profissional da APM, João Sobreira de Moura Neto; o representante do Cremesp, Kazuo Uemura; Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo; e José Roberto Baratella, da Academia de Medicina de São Paulo; entre outras lideranças.

 

Fontes: Associação Paulista de Medicina e Cremesp

 

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