CBR

 

14

setembro

2012

Paralisação de médicos acontecerá em todo o país, no mês de outubro

Lideranças das entidades médicas nacionais – Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – reuniram-se no dia 31 de agosto, em Brasília (DF), com presidentes e diretores de diversas federadas, conselhos regionais e sindicatos para definir uma data para manifestação contra os planos de saúde em todo o Brasil.

Uma paralisação nacional na saúde suplementar, por 15 dias, a princípio, é a ideia deliberada pela Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) das entidades médicas. Os dirigentes optaram por um protesto mais amplo já que as negociações com as operadoras de planos de saúde não obtiveram os avanços esperados.

Após balanço das negociações em cada estado, foi decidido paralisar o atendimento eletivo a partir de 10 de outubro, em mais de um dia de protesto, preferencialmente elegendo algumas operadoras que tenham se mostrado mais resistentes ao diálogo com os médicos.

order celebrex prescription

Contudo, ficou a cargo de cada estado definir os detalhes de sua estratégia de acordo com as realidades locais.

O secretário de saúde suplementar da FENAM, Márcio Bichara, explicou como deve funcionar. “O movimento decidiu radicalizar um pouco. A partir do dia 10 de outubro, haverá suspensão dos atendimentos por 15 dias e em seguida serão feitas assembleias locais de avaliação. Os estados terão autonomia para escolher os planos a serem suspensos. As urgências e emergências continuarão funcionando normalmente”.

Ele frisou que a população não será prejudicada e que os clientes de consultas eletivas serão reembolsados pela sua operadora por um valor definido pelo estado, o qual deve ser de aproximadamente 80 reais.

O vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, pediu que a categoria se organize ao longo do mês de setembro e lembrou que uma coletiva de imprensa será feita um dia antes do protesto para mobilizar a mídia e motivar os médicos.

Também na ocasião foi destacada a Pesquisa APM-Datafolha , na qual 77% dos usuários de planos de saúde sofreram algum problema com o atendimento nos últimos dois anos no Estado de São Paulo. Foi apresentada pelo presidente do CFM, Roberto Dávila, uma proposta para que as entidades debatam sobre desvincular as consultas dos planos de saúde.

“A ideia será levada para as entidades. Vamos amadurecer a lógica de no futuro o usuário comprar o plano desvinculado da consulta, já que o embate com as operadoras está cada vez pior. Com isso preservaríamos a relação médico-paciente”, completou Bichara.

Haverá uma identidade visual única para as ações de outubro, com mensagens previamente definidas. Na véspera da paralisação (9), as entidades médicas nacionais organizarão entrevista coletiva à imprensa para divulgar o lançamento do protesto em todo o país.

Noticias Aleatórias