CBR

 

18

setembro

2012

PL 3661/12 é avaliado pelos deputados na Câmara Federal

A Câmara analisa o Projeto de Lei (PL) 3661/12, do Senado, que atualiza a legislação vigente para propor a regulamentação do exercício da profissão de técnico e tecnólogo em Radiologia e de bacharel em ciências radiológicas.

Segundo o autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), a Lei 7.394/85 e o Decreto 92.790/86, que atualmente regulam o exercício da profissão de técnico em Radiologia, carecem de atualização e clareza. “Nos últimos anos, foram criadas inúmeras atividades com fontes radioativas sem que houvesse a devida regulamentação e fiscalização dos serviços prestados”, diz o senador.

O projeto amplia o rol de profissionais autorizados a atuar no emprego de técnicas radiológicas e imagenológicas. O texto inclui, entre esses profissionais, o bacharel em ciências radiológicas e o tecnólogo em Radiologia.

O texto também define condições para o exercício da profissão, áreas de atuação e atribuições dos profissionais, além de criar o Conselho Federal e conselhos regionais de Técnica e Tecnologia Radiológica, em substituição aos atuais conselhos nacional e regionais.

Requisitos
De acordo com a proposta, são condições para o profissional atuar em setores da saúde, da indústria e dos serviços que utilizem técnicas radiológicas:

- Ser portador de diploma de ensino superior com grau de bacharel em ciências radiológicas;
- Ser portador de diploma de ensino superior com grau de tecnólogo em radiologia;
- Ser portador de certificado de conclusão do ensino médio e possuir formação mínima de técnico em radiologia com habilitação específica;
- Estar inscrito no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia e encontrar-se no pleno gozo de seus direitos profissionais.

Pelo projeto, o profissional habilitado poderá atuar nas seguintes áreas:

- Radiologia convencional;
- Imagenologia;
- Radioterapia;
- Medicina Nuclear;
- Radiologia e irradiação industrial;
- Radioinspeção de segurança.

O texto define, ainda, penas disciplinares aplicáveis pelos conselhos regionais aos profissionais que exercerem a atividade de maneira irregular ou que transgredirem o Código de Ética Profissional. As punições aplicáveis vão desde a advertência confidencial em aviso reservado até a suspensão do exercício profissional por dez anos, ouvido o conselho nacional.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para conhecer a íntegra da proposta, acesse o site da Câmara dos Deputados, onde também é possível fazer comentários e participar da enquete: “Você concorda com esta proposta?”

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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