CBR

 

20

setembro

2012

SP: Médicos farão nova e mais longa paralisação em outubro

Os médicos de São Paulo decidiram paralisar o atendimento eletivo aos planos de saúde de 10 a 18 de outubro, como protesto contra práticas abusivas das empresas e a defasagem inaceitável dos procedimentos médicos. Reunidos na Associação Paulista de Medicina (APM) na noite de 17 de setembro, as lideranças do movimento aprovaram a suspensão do atendimento ao grupo de operadoras que sequer aceitaram negociar com a classe médica ou não enviaram propostas concretas até o momento. São elas: Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Notredame, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Trasmontano e Universal.

Um novo grupo será anunciado até a data da paralisação. Enquanto isso, a comissão de negociação continua à disposição das empresas para receber propostas.

A APM, o Cremesp, os Sindicatos dos Médicos, a Academia de Medicina de São Paulo e as Sociedades de Especialidade iniciam agora um grande trabalho de mobilização dos médicos no sentido de organizá-los para os protestos agendados.
 
Reivindicações
A pauta de reivindicações do movimento médico paulista inclui consulta a R$ 80, valores dos procedimentos atualizados conforme a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) e inserção nos contratos de critério de reajuste a cada 12 meses conforme a seguinte fórmula:

[(IGPM + INPC + IPCA) / 3 x 0,3] + (índice ANS x 0,7)

Participaram ainda da reunião de 17 de setembro os representantes do Cremesp, João Ladislau Rosa e Kazuo Uemura; do Simesp, Carlos Izzo; da Academia, José Roberto Baratella; e do Conselho Regional de Odontologia, Maria Lúcia Varellis. O próximo encontro será no dia 1º de outubro, às 20h.

Fonte: APM

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