CBR

 

13

novembro

2012

PR: Médicos suspendem atendimento aos planos de saúde por 15 dias

Teve início ontem, 12 de novembro, a paralisação dos médicos contra os abusos das operadoras de planos de saúde no Paraná. Ela já estava programada para o início de outubro, mas foi adiada em função de um apelo da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Paraná, até que se finalizassem as negociações intermediadas pela comissão.

Em assembleia geral realizada no dia 7 de novembro, os médicos prestadores de serviço aos planos de saúde decidiram pela suspensão dos atendimentos eletivos por 15 dias.

Foram suspensas as consultas e demais procedimentos eletivos de todas as operadoras que atuam no Estado, com exceção da Fundação Copel e da Fundação Sanepar (que já negociaram termos e valores aceitos pela categoria) e das UNIMEDs (cuja negociação se dará no âmbito de assembleias dos cooperados). Os atendimentos de urgência estão mantidos.

O movimento de paralisação mostrou-se necessário diante do insucesso das negociações individuais e coletivas com as operadoras de saúde e as entidades que a representam, tendo em vista o reajuste dos valores pagos por consultas e procedimentos e a regularização dos contratos nos termos do que exigem o Código Civil e a Agência Nacional de Saúde (ANS), no que diz respeito a prazos, jornada de trabalho, cláusula de reajuste anual, entre outras questões.

“O movimento médico é nacional e 21 estados fizeram algum tipo de paralisação em outubro. No Paraná, conduzimos de forma diferente e, com apoio da Comissão de Defesa do Consumidor, tentamos evitar a paralisação até quando foi possível. Mas a comissão teve das operadoras as mesmas respostas que estamos recebendo a anos, de intransigência e má vontade para negociar. Enquanto as operadoras acumulam lucros volumosos, o médico, o principal agente deste serviço, só vê sua condição de trabalho piorando, e isso prejudica a qualidade do atendimento ao usuário”, disse o presidente da Associação Médica do Paraná, João Carlos Baracho.

Durante os 15 dias de paralisação, os pacientes de médicos que aderiram ao movimento devem ser procurados e informados da suspensão do atendimento, e ter suas consultas e procedimentos reagendados para depois do dia 27 de novembro.

Fonte: Associação Médica do Paraná e SIMEPAR

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