CBR

 

10

dezembro

2012

Parecer CBR/Febrasgo/SBM: mamografia digital para rastrear câncer

A Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), emitiram no último dia 23 de novembro, Parecer Normativo sobre indicações da mamografia digital no rastreamento do câncer de mama.

Confira abaixo o parecer na íntegra:

“Recentemente tomamos conhecimento das limitações impostas aos pacientes sobre a utilização da mamografia digital como ferramenta de detecção precoce do câncer de mama. Seguem abaixo alguns esclarecimentos sobre as últimas publicações sobre o tema.

Face às evidências científicas elencadas abaixo,  gostaríamos de orientar a todos interessados da importância da utilização do procedimento de mamografia digital para o rastreamento do câncer de mama sem restrições de idade dos pacientes.

Isto porque após a publicação do estudo DMIST (Digital mammography Imaging Screening Trial com nível de evidência II- 3) em 2005, que demonstrou que a acurácia da mamografia digital na detecção do câncer de mama foi superior à convencional apenas nos subgrupos de mulheres abaixo de 50 anos, naquelas com mamas heterogeneamente densas e/ou extremamente densas e nas mulheres na pré e perimenopausa, outros estudos foram publicados sobre o uso da mamografia digital no rastreamento do câncer de mama.

Em 2007, Skane e colaboradores apresentaram os resultados finais do estudo Oslo 11. Este foi um estudo randomizado realizado em população local submetida a rastreio mamográfico com mamografia convencional (n=16.985) e mamografia digital (n=6.944) com faixa etária compreendida entre 45 e 69 anos. Foi demonstrada uma diferença significativa na taxa detecção de câncer inicial entre a mamografia digital (0,59%) e a mamografia convencional (0,38%), demonstrando a melhor performance da mamografia digital em todas as mulheres até 69 anos (nível 1 de evidência).

Em 2008, Hambly e colaboradores, analisando os dados do programa nacional de rastreio mamário da Irlanda, concluíram que a mamografia digital apresentou uma taxa de detecção de câncer de mama significativamente mais alta do que a mamografia de alta resolução, principalmente nas mulheres com faixa etária compreendida entre 50 e 65 anos (nível de evidência I).

Em 2009, Vinnicombe e colaboradores, em meta análise envolvendo os oito grandes estudos randomizados, observaram que a taxa de detecção da mamografia digital era superior à da mamografia convencional nas mulheres com faixas etárias até 60 anos (nível de evidência III).

Em 2011, o último guideline publicado pelo Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, com anuência e concordância do Colégio Americano de Radiologia e da Sociedade Americana de Doenças de Mama, recomendados pelo CBR, Febrasgo e SBM, corroboram a norma de aplicação da mamografia digital em mulheres com faixa etária entre 40 e 69 anos, em função da evidência dos dados científicos publicados”. (Parecer Normativo - Indicações da mamografia digital no rastreamento do câncer de mama / CBR, Febrasgo e SBM)

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