CBR

 

30

janeiro

2013

SP: lotes de contrastes e soros usados em RM são interditados cautelarmente

O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da Secretaria de Estado da Saúde interditou cautelarmente em todo o Estado de São Paulo os produtos utilizados pelos pacientes que faleceram após os exames de ressonância magnética no último dia 28 de janeiro, na cidade de Campinas (SP). Todos os produtos utilizados no local nos procedimentos que envolveram os casos, tanto os fechados como os efetivamente usados, foram recolhidos e demais produtos do mesmo lote que eventualmente estavam de posse de outras clínicas ou hospitais também.

Através do Comunicado 07/2013 – GT Medicamentos/NFV/DITEP o CVS, publicado hoje (30/01) no Diário Oficial do Estado de São Paulo (Caderno Poder Executivo – Seção I – Página 32), interditou caurtelarmente os lotes dos produtos abaixo listados.

Magnevistan, solução injetável, Lote 11568D, com validade: 03/2015, fabricado por Bayer S.A, registro MS 1.7056.0065

Dotarem, solução injetável, Lote 12GD324C, com validade: 10/2015; fabricado por Guerbet Produtos Radiológicos,com registro MS 1.4980.0016

Soro Fisiológico (NaCl) 250ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 252731, com validade:08/2014

Soro Fisiológico 500ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 249031, com validade:08/2014

Soro Fisiológico 250ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 245825, com validade:07/2014;

Soro Samtec 10ml, Lote SOG, validade: 02/2014;Lote SSN validade 05/2014

Soro Equipex 10ml, Lote 1230970, validade: 07/2014

Todos os produtos serão analisados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP). Os resultados serão encaminhados à Vigilância Sanitária Municipal de Campinas (SP), que é a responsável legal pela investigação dos fatos. Enquanto as investigações não forem concluídas o uso dos lotes dos medicamentos citados deverá continuar suspenso.

O não cumprimento desta determinação resultará nas medidas legais cabíveis de acordo com o Artigo 122, Inciso XX, da Lei Estadual nº 10.083/1998 e Lei Federal nº 8.078/1990.

Em apoio, a Vigilância Sanitária Estadual enviou uma equipe da farmacovigilância e de radiação ionizante para auxiliar os trabalhos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também acompanhará a investigação sobre as três mortes ocorridas e já enviou técnicos para a cidade. A Anvisa também informou que, diante da possibilidade de algum risco à saúde, as vigilâncias municipais e estaduais têm autonomia para adotar ação cautelares para evitar danos à saúde da população. A investigação se encontra em curso e deve continuar nos próximos dias, sem prazo para conclusão.

Os médicos radiologistas do Estado de São Paulo devem ficar atentos às informações veiculadas nos canais de comunicação da Vigilância Sanitária (Visa) de sua cidade. Radiologistas de outros Estados que tenham dúvidas sobre os procedimentos adotados em sua região também poderão entrar em contato com a Visa de sua jurisdição.

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