CBR

 

19

fevereiro

2013

CFM confirma aumento no número de médicos e desigualdade na distribuição

Embora cada vez mais numerosos, os médicos brasileiros se concentram em certos territórios geográficos, em certas estruturas de atendimento e em algumas especialidades. Estas são algumas das conclusões da pesquisa Demografia Médica no Brasil 2: Cenários e indicadores de distribuição, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O estudo – coordenado pelo pesquisador Mario Scheffer – traça o perfil da população médica e aponta os motivos da má distribuição de profissionais pelo país.

“Com dados que reforçam os argumentos que temos levado ao debate público, esperamos que os gestores tomem as medidas necessárias para que a Medicina possa ser exercida em sua plenitude. Com isso os médicos poderão cumprir sua missão em prol da melhoria da saúde do ser humano e do bem estar da sociedade”, ressalta o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila. Ele confia que o trabalho subsidiará a elaboração de politicas públicas nos campos do trabalho e do ensino médico.

O estudo responde a questões chave para o futuro da saúde e da Medicina no Brasil. Além de atualizar informações do primeiro volume- como a distribuição e a presença de médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e o perfil demográfico -, a pesquisa traz dados inéditos sobre a migração de egressos das escolas de medicina, o perfil e localização dos médicos formados no exterior, dentre outros.

O documento – disponível no site do CFM (http://www.portalmedico.org.br/) – será encaminhado às lideranças do movimento médico, parlamentares, gestores públicos e privados, especialistas em saúde, ensino e trabalho. Os Conselhos de Medicina pretendem fazer a entrega formal dos resultados aos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, para que ambos possam ter conhecimento da realidade desnudada.

“Nosso objetivo é superar o que entendemos ser um falso dilema – ‘faltam ou não faltam médicos no Brasil?’ – agregando dados que podem ajudar a estabelecer um diagnóstico mais preciso e abri o debate com o Governo Federal sobre possíveis soluções”, salientou o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Junior.

Fonte: CFM

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