CBR

 

09

setembro

2009

RM detecta apendicite em crianças

Por meio de uma ressonância magnética, a apendicite
pode ser detectada de forma eficiente em crianças e adolescentes. É o que
apresenta um estudo realizado pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em
Medicina, Simone Valduga, orientada pelo professor Matteo Baldisserotto, e
divulgado no final de 2008 na mais conceituada publicação científica
especializada, a Radiology, da Sociedade de Radiologia Norte-Americana. O
trabalho demonstrou que a ressonância magnética detecta o apêndice normal em
uma proporção semelhante ao método utilizado atualmente – a tomografia
computadorizada, mas não expõe os pacientes a um grau excessivo de radiação
ionizante, como o outro exame. Conforme Baldisserotto, a emissão dos raios na
tomografia pode causar efeitos cumulativos no organismo ainda em formação. A
partir desses resultados, ele acredita que a ressonância magnética será
incluída entre os métodos de imagem utilizados para o diagnóstico da
apendicite, mais frequente nas crianças e jovens. A pesquisa foi desenvolvida
em 2008 no Hospital da Ulbra, no qual Simone atuava com crianças e adolescentes
voluntários, com idades entre oito e 18 anos e sem sintomas de apendicite.

O resultado mostrou a ressonância como tendo o mesmo desempenho que a
tomografia e ainda identificando melhor alguma alteração, ou mesmo a doença -
caracterizada por deixar os apêndices maiores. A pesquisadora explica que é possível
identificar a apendicite por meio de uma ultrassonografia – método que não usa
radiação, de baixo custo, seguro e disponível na rede pública em larga escala.
Porém, quando a ultrassonografia não consegue identificar o apêndice, a
tomografia computadorizada precisa ser realizada, o que acaba gerando a
radiação ionizante, entre outras desvantagens. “Novos estudos serão
realizados a partir desses resultados, principalmente no caso de exames
ultrassonográficos, duvidosos em crianças, evitando utilizar a radiação”,
acredita Baldisserotto.

Sobre a doença
A apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão linfático parecido
com o dedo de uma luva, localizado no ceco, a primeira porção do intestino
grosso. É causada, habitualmente, por um pequeno bloco de fezes endurecidas que
obstrui o órgão. A apendicite aguda é a doença cirúrgica mais prevalente em
crianças e adolescentes sendo a causa mais frequente de dor abdominal aguda. É
tratada cirurgicamente como emergência. A operação para remover o apêndice é a
única maneira de resolver o problema. Se não for retirado, há risco de
infeccionar, podendo ser fatal se não houver tratamento.

Crédito: Planeta
Universitário.com, da Assessoria de Comunicação Social – PUCRS / ASCOM

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