CBR

 

05

outubro

2009

Estudo inédito sobre exposição ambiental ao amianto será finalizado até dezembro

Projeto que avalia a exposição ambiental e
ocupacional ao asbesto (amianto), solicitado pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia, está sendo realizado com a participação de especialistas de seis
universidades públicas brasileiras.

O coordenador principal é o médico Mario Terra
Filho, professor associado do Departamento de Cardio-Pneumologia do Instituto
do Coração e da USP. O coordenador executivo é o médico Ericson Bagatin,
professor Doutor da área de Saúde do Trabalhador da Unicamp.

Avaliação ambiental

A pesquisa tem caráter inédito no Brasil, já que
não existem estudos que avaliam se morar debaixo de telhas de amianto sem
forro, por longo tempo, pode trazer malefícios à saúde. O que dará a dimensão
de tal risco é a análise de fibras no ar respirado dentro das casas, comparado
com a análise fora das casas.

Os objetivos deste estudo, que está sendo feito em
cinco capitais (São Paulo, Goiânia, Recife, Salvador e Rio de Janeiro), são
avaliar a concentração de fibras de amianto, tanto no interior como no exterior
de moradias cobertas com telhas de cimento-amianto e sem forro, construídas há
mais de 15 anos; e eventuais efeitos na saúde decorrentes dessa situação. Além
disso, estão sendo realizadas 6.000 entrevistas entre os moradores de tais
cidades e selecionados por volta de 500 indivíduos para realização de exames
médicos.

Avaliação ocupacional

Uma segunda etapa do estudo tem por objetivo fazer
uma reavaliação (segmento) dos trabalhadores e ex-trabalhadores da mineração de
amianto examinados entre 1997 e 2000 no Projeto Asbesto Mineração, realizado
pela Unicamp.
A relevância do estudo consiste em avaliar se aumentou ou não a ocorrência de
alterações pulmonares relacionadas ao amianto, aproximadamente 10 anos após a
primeira avaliação.

Resultados preliminares

A fase de coleta dos exames da parte ambiental do
estudo já foi terminada; agora estão sendo efetuadas as análises das contagens
de fibras no ar coletado. Os resultados serão apresentados até o início de
2010.

A avaliação ocupacional está em andamento, com
previsão de encerramento da coleta de dados em dezembro de 2009. A análise
preliminar dos resultados também deve ser apresentada no inicio de 2010.

Financiamento

O estudo teve apoio do Comitê Gestor do Fundo
Setorial Mineral (CT-Mineral), do Ministério da Ciência e Tecnologia, com
exigência de contra partida de recursos financeiros do segmento do amianto, no
caso o Instituto Brasileiro do Crisotila – IBC, e da Secretaria de Estado de
Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás.

Pesquisadores e atividades

Entre os vários pesquisadores envolvidos os médicos
Ericson Bagatin, da Unicamp; Luiz Eduardo Nery, da Unifesp; e Mario Terra
Filho, da USP, participam ativamente de várias etapas do projeto, desde a
elaboração metodológica até a interpretação dos resultados.

Eles têm se dedicado à pesquisa e ao ensino na área
de Medicina Respiratória Ocupacional nos últimos 20 anos, em suas Universidades
e nas Sociedades Médicas. 
O grupo participa também de atividades privadas nesta área, fazendo avaliação
diagnóstica e caracterizando o grau de comprometimento funcional respiratório
de trabalhadores ligados à exposição de poeiras (por exemplo, sílica e amianto)
ou outros agentes (gases e fumos).

Pela credibilidade e experiência adquirida e por
solicitação em assembléia dos trabalhadores e ex-trabalhadores do amianto, há
mais de 10 anos os três especialistas participam de junta médica para dar
diagnóstico de compatibilidade de doenças relacionadas ao asbesto. Essas
atividades têm o apoio da Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto
(CNTA), organização que representa por volta de 170 mil pessoas envolvidas
neste segmento.

Fonte – Primeira Página
Assessoria de Comunicação e Eventos (11) 5575-1233

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