CBR

 

06

outubro

2009

AMB realiza I Fórum de Defesa Profissional

Com o objetivo de integrar os diretores de Defesa
Profissional das Federadas e Sociedades de Especialidade e debater assuntos
pertinentes à área, foi realizado no dia 02 de outubro de 2009, na sede da
Associação Médica de Brasília, o I Fórum de Defesa Profissional da AMB.
“Esperamos que este seja o começo de uma longa e profícua relação entre
todos os envolvidos, pois tenho certeza de que engrandecerá a atuação política
médico”, disse Roberto Gurgel, coordenador do evento e diretor de Defesa
Profissional da AMB, ao abrir o Fórum.

Pela manhã a mesa de trabalho foi coordenada pelo
Dr. Aldemir Humberto Soares, secretário-geral da AMB e o período foi reservado
para os debates envolvendo o setor de saúde suplementar, contando com as
participações de Alfredo Scaff e Rigoleta Dutra, representantes da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em sua apresentação, Scaff abordou o Rol
de Procedimentos Médicos, que atualmente encontra-se em consulta pública. Ele
disse que a ideia é revisá-lo a cada dois anos, destacando a importância da
participação das especialidades no envio de sugestões.

Rigoleta, por sua vez, fez um histórico do trabalho
de padronização da terminologia e codificação, além de explanar sobre a
aplicação da CBHPM como referência no TUSS, tabela que unifica procedimentos no
setor de saúde suplementar. Em sua fala, ele ressaltou o excelente trabalho
realizado pela AMB, que promoveu o “de-para” em relação às tabelas
90, 92, 96 e 99.

Coube a Florisval Meinão, representante da AMB na
ANS, falar sobre a CBHPM. Ele fez um histórico desde a sua criação, em 2000,
até a sua recente aplicação na TUSS. “Essa decisão da ANS nos devolveu o
domínio sobre o referencial médico. Se hoje está restabelecido, é graças à CBHPM”,
disse Meinão.

Outro assunto abordado por Meinão foi em relação
aos honorários médicos. Ele apresentou números demonstrando que desde o Plano
Collor, em 1990, somando-se o IPC acumulado neste período, a defasagem atinge
um percentual de 450%.

À tarde, os debates foram direcionados ao sistema
público de saúde. Florentino Cardoso, diretor de saúde pública da AMB, abriu os
debates falando sobre a atuação da Comissão Nacional Pró-Sus, integrada por
AMB, CFM e Fenam.

Em seguida, falaram José Mariano, diretor de Defesa
Profissional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia; Didier Ribas,
superintendente do hospital geral de Itapecerica da Serra, e Valéria Salgado,
do Ministério do Planejamento. Eles apresentaram modelos de gerenciamento de
organizações no serviço público.

Roberto Gurgel encerrou o evento com uma palestra
sobre formas de remuneração pelo SUS. Ele apresentou três propostas: a
aplicação da CBHPM no SUS, manutenção do Código 7 e a criação de uma entidade
nacional para apoio aos cooperados.

Quanto ao Fórum, Gurgel informou que a intenção é
criar um conselho permanente de Defesa Profissional na AMB, além de realizar
edições a cada dois meses do Fórum. “Com isso, vamos impor praticidade e
objetividade aos temas e ações que forem propostos”, finalizou Gurgel.

FONTE: Imprensa da AMB

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