CBR

 

14

outubro

2009

Inauguração do Centro de Pesquisa em Imagem Molecular do Inca

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) inaugurou,
nesta terça-feira (13 de outubro) o mais moderno parque público de diagnóstico
por imagem da América Latina: o Centro de Pesquisa em Imagem Molecular. Os
principais equipamentos, “PET-CT” e “SPECT-CT” destinam-se
ao atendimento de pacientes com câncer e são ferramentas de pesquisa avançada
sobre tumores. Eles permitirão desenvolver conhecimento para todo o Sistema
Único de Saúde (SUS), tendo como prioridade os tipos da doença mais incidentes
entre a população brasileira. O Centro de Pesquisa, que inclui um angiógrafo,
custou R$ 8 milhões.

O câncer representa a segunda causa de morte no
país. Em 2008, o SUS gastou R$ 1,3 bilhão em procedimentos hospitalares,
tratamentos e cirurgias de câncer. O lançamento do Centro de Pesquisa, que
funcionará no Hospital do Câncer I, na Praça Cruz Vermelha, marca também o
lançamento do projeto do Campus Integrado do Instituto Nacional de Câncer, que
unificará os 18 prédios do Inca em um só local. O campus reunirá atividades de
ensino, pesquisa, administração e atenção oncológica, fortalecendo o trabalho
de prevenção e detecção precoce da doença. A partir da construção do Campus, o
Inca se credencia como um dos maiores centros de controle de câncer do mundo.
Ministro destaca parceria americana – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
destacou que a inauguração do setor consolida a posição do Instituto Nacional
do Câncer como principal centro de pesquisa do país e um dos mais importantes
da América Latina. Ele lembrou que, neste mês, o Inca assinou um convênio com o
Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos para fazer parte de um
projeto pioneiro de pesquisa em câncer de mama. “Os novos equipamentos
permitem ao Inca aumentar a capacidade de diagnóstico e tratamento, ampliando a
qualidade da pesquisa. Eles permitem um refinamento do diagnóstico, muito
preciso, que vai auxiliar o médico, seja o cirurgião ou o oncologista
clínico, seja na área de quimioterapia, na radioterapia, ou seja para oferecer
cirurgias com maior segurança”. 
Campus Integrado – O Campus Integrado do Inca, projeto orçado em R$ 321
milhões, será construído no terreno localizado atrás do Instituto Nacional de
Câncer, na Praça Cruz Vermelha, onde hoje se localiza o Instituto de
Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj).  A obra,
que tem seus recursos provenientes do Orçamento da União, ocupará uma área de
14,5 mil metros quadrados e está prevista para começar em 2010 e terminar em
2014.
O Campus possibilitará a otimização de recursos materiais e humanos e
facilitará o acesso e o tratamento dos pacientes, já que todas as etapas do
atendimento - terapêuticas, de acompanhamento e paliativas - serão
realizadas em um só local.  A sinergia entre novas tecnologias, pesquisa,
educação para prevenção, detecção precoce e atendimento de qualidade é o modelo
que proporciona melhores resultados tanto na prevenção quanto no tratamento dos
casos de câncer.

Saiba Mais
 
O Centro de Pesquisa em Imagem Molecular é composto por dois equipamentos de
medicina nuclear, que têm como principal característica a capacidade de
detectar precocemente e fornecer a localização mais precisa dos tumores. Em
graus diferenciados, a “PET-CT” e a “SPECT-CT” mapeiam a
morfologia dos tumores, seu grau de agressividade e malignidade, bem como sua
disseminação (metástase) e um eventual retorno da doença. Esta é a primeira
“PET-CT” adquirida pelo SUS.
 
Um dos principais benefícios do uso desses equipamentos no tratamento de câncer
é que, por meio das imagens geradas, o médico pode definir a melhor terapia
para o paciente, e, em um segundo momento, avaliar o efeito das drogas
ministradas. Assim, poderá aplicar o tratamento mais eficaz. Por exemplo, em
alguns casos, a cirurgia pode ser substituída por uma terapia menos invasiva
(como quimio e/ou radioterapia), ou as drogas utilizadas em determinado
tratamento podem ser modificadas se o tumor não estiver regredindo. 
 
Além disso, quanto mais se conhece a característica do tumor, mais eficaz é a
contenção da sua proliferação (metástase) e mais direcionada será a droga usada
para combatê-lo. O uso de drogas mais eficazes contra os tumores e menos
agressivas para a saúde geral do paciente, é um dos principais desafios no
tratamento de câncer. É o caminho para a redução dos efeitos colaterais e para
a preservação da qualidade de vida dos doentes.
 
A “PET-CT” detecta tumores considerados muito pequenos. Por isso, seu
uso aumenta a eficácia do tratamento, permitindo a identificação de tumores em
estágio inicial e aumentando as chances de se usar medicamentos que contenham
sua atividade e impeçam seu crescimento, reduzindo os riscos da proliferação
das células cancerígenas. O conhecimento gerado pelas pesquisas feitas no
Centro de Pesquisa de Imagem Molecular do Inca serão de domínio de todo o SUS.

FONTE: Assessoria
de Imprensa do Instituto Nacional de Câncer

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