CBR

 

29

setembro

2010

Pesquisa Datafolha/APM avalia opinião dos médicos paulistas sobre atuação dos planos

A Associação Paulista de Medicina (APM) encomendou pesquisa inédita ao Instituto Datafolha com o objetivo de conhecer a opinião dos médicos do estado de São Paulo sobre a atuação das empresas de saúde suplementar. Foram entrevistados profissionais cadastrados no Conselho Federal de Medicina (CFM), da ativa, que atendam a planos ou seguros de saúde particulares e tenham trabalhado com, no mínimo, três planos ou seguros saúde nos últimos cinco anos.

Tirando como base os resultados do levantamento, foi possível constatar que o livre exercício da Medicina está ameaçado. Ataques à autonomia dos médicos, interferência descabida na relação com os pacientes, pressões para a redução de internações, de exames e outros procedimentos são problemas detectados em todo o estado.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 de junho e 18 de agosto de 2010. Foram 403 entrevistas, sendo 200 na capital e 203 no interior ou outras cidades da região metropolitana.  A margem de erro máxima, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%, é de 5 pontos percentuais para o total da amostra e 7 pontos percentuais para capital e interior.

Conclusões

Tirando-se como base uma escala de zero a dez, o médico paulista atribui nota 4,7 para os planos ou seguros saúde no Brasil. Considerando apenas as empresas com as quais tem ou tiveram algum relacionamento nos últimos cinco anos, a avaliação é similar: nota média de 5,1 em escala de zero a dez.

Já em uma escala de zero a dez, é atribuída nota 6,0 para o grau de interferência dos planos de saúde. Nota maior é dada pelos médicos que atuam na capital. Para cerca de três em cada dez médicos, glosar procedimento ou medidas terapêuticas é o tipo de interferência que mais afeta a autonomia médica. Outros tipos de interferência muito apontados são quanto à solicitação de exames e procedimentos; atos diagnósticos ou terapêuticos mediante a designação de auditores; restrições a doenças preexistentes.

Coletiva de Imprensa

A APM realizou, no último dia 23 de setembro, em sua sede em São Paulo (SP), entrevista coletiva com o intuito de apresentar os resultados da pesquisa aos diretores da entidade, jornalistas, representantes de outras entidades médicas e de sociedades de especialidade presentes ao encontro.

Segundo o Dr. Jorge Carlos Machado Curi, presidente da APM, a relação entre a classe médica e as operadoras de planos de saúde chegou a um ponto insustentável. “Por conta da baixa remuneração aos médicos, não conseguimos prestar um atendimento mais abrangente e de qualidade aos pacientes”.

A íntegra da pesquisa Datafolha/APM pode ser acessada aqui.

FONTE: Imprensa da APM

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