CBR

 

08

dezembro

2010

Divergência sobre a ampliação de acesso à Residência Médica

Nesta terça-feira, dia 07 de dezembro, os participantes da audiência pública sobre residência médica divergiram, na Câmara, sobre a necessidade de garantir o acesso universal a essa especialização aos graduados em Medicina e sobre os critérios para oferta de vagas em cada área de formação.

Durante o debate na Comissão de Seguridade Social, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde do Ministério da Saúde, Dr. Francisco Campos, explicou que dos 12 mil formandos em Medicina por ano, cerca de 5 mil têm acesso à residência. Também destacou que essa formação é custeada com 98% de recursos públicos. Além disso, segundo o secretário, a residência antes durava de um a dois anos e hoje já ultrapassa três anos, em média.

“Nós, do ministério, não acreditamos que a residência deva ser universalizada. Não existe nenhuma evidência mundial de que médicos formados em 11 anos sejam melhores do que os formados em seis anos”, argumentou. “Isso significa reafirmar que nós podemos sim, numa graduação de seis anos, formar generalistas de boa qualidade para atender às necessidades da população”, acrescentou.

O representante da Associação Médica Brasileira na Comissão Nacional de Residência Médica, Dr. José Luiz Bonamigo, criticou esses argumentos. “O presidente da República faz check-up no Incor, que não aceita médico sem residência. A futura presidente tratou o seu linfoma no mesmo hospital onde o vice-presidente trata o seu sarcoma, onde não entra médico sem residência. E essa é a saúde que nós queremos para todos os brasileiros. O governo não pode resolver o problema do financiamento forçando os médicos a irem por um caminho que eles não julgam adequado ou para o qual não têm vocação”, concluiu.

A secretária-executiva da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação, Maria do Patrocínio, disse que, além da questão das especialidades, os governos federal, estaduais e municipais estão preocupados em garantir atendimento em todas as regiões do País, por meio de investimentos de R$ 400 milhões em programas de residência.

Projetos

O presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Dr. Nívio Lemos Júnior, destacou a importância dos projetos em análise na Comissão de Seguridade Social que dão, a esses profissionais, o direito ao 13º salário (PL 6146/09); à licença-gestante de 180 dias (PL 7055/10); e a auxílios para moradia e alimentação (PL 7328/10).

Outras informações no link a seguir: Agência Câmara de Notícias.

FONTE: Alexandre Pôrto / Rádio Câmara

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