CBR

 

11

agosto

2010

Residentes recusam proposta do governo

Os residentes rejeitaram proposta do governo
federal de reajuste de 20% da bolsa-auxílio e decidiram manter a greve
deflagrada na última terça-feira, dia 17. A Comissão Nacional de Greve, coordenada
pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), que reúne representantes
de todos os estados e do Distrito Federal, tomou decisão a partir de
assembleias realizadas pela categoria e por considerar o índice distante da
reivindicação de 38,7% de aumento. A bolsa, hoje em R$ 1.916,45, está congelada
desde 2007. A paralisação atinge mais de 80% dos 22 mil residentes que fazem a
formação no país.

“A categoria mantém canal de negociação com os
Ministérios da Educação e da Saúde e aguarda nova proposta. Se a oferta for
adequada ao nosso pleito, voltamos imediatamente às nossas atividades”,
esclareceu o presidente da ANMR, Dr. Nívio Moreira Junior, destacando que o
movimento ganhará mais força com adesões de grandes hospitais em São Paulo a partir
desta quinta-feira, entre eles, o Santa Marcelina, Hospital das Clínicas e
Hospital do Servidor. Também ocorrerão novas assembleias no estado nesta
quinta.

A entidade formaliza, em documento a ser enviado
ainda nesta quarta, a decisão ao governo federal. Sobre o impacto da
paralisação para a assistência à população, o presidente da ANMR ressaltou que
os residentes não atuam sozinhos, mas sempre com supervisão de outros
médicos.  A Comissão Nacional de Greve definirá novo calendário de ações
para intensificar a mobilização.

A ANMR denuncia diversas irregularidades na
condução dos programas de residência nos hospitais, como sobrecarga de
trabalho, carga horária além das 60 horas semanais e falta de médicos
preceptores (que fazem a supervisão dos residentes). A entidade criou o e-mail denuncia@anmr.org para receber
queixas da categoria em todo o país, incluindo represálias de gestores e
preceptores a quem aderiu à greve. Os relatos serão encaminhados aos órgãos
competentes.

FONTE: Imprensa
da ANMR

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