CBR

 

11

março

2011

Paralisação de 7 de abril busca benefícios para os pacientes

Melhorar a qualidade da assistência prestada aos usuários de planos e seguros de saúde é um dos objetivos do Dia Nacional de Paralisação da Saúde Suplementar, a ser realizado em 7 de abril, quando se comemora o Dia Mundial da Saúde.

Nesta data, os 160 mil médicos que atuam na saúde suplementar não realizarão consultas e outros procedimentos. Contudo, os cerca de 45 milhões de usuários do sistema não serão prejudicados. Os pacientes previamente agendados serão atendidos em nova data e todos os casos de urgência e emergência receberão a devida assistência.

Com a paralisação, a categoria médica pretende obter melhores condições na prestação de serviços aos pacientes, que hoje chegam a esperar até três meses para marcação de uma consulta em algumas especialidades e sofrem com a interferência das operadoras nos diagnósticos e tratamentos.

Atualmente, muitos planos de saúde recusam procedimentos que só os médicos podem decidir se são ou não necessários. Em pesquisa realizada pelo Datafolha foi revelado que 92% dos médicos credenciados reclamam que as operadoras interferem nos diagnósticos e nos tratamentos dos pacientes.

Para esclarecer os motivos da paralisação e alertar a sociedade sobre os riscos de prejuízos à saúde devido ao descaso das empresas do setor com os médicos e pacientes, as três entidades nacionais que organizam o movimento – Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos – divulgaram uma carta aberta à população, que pode ser acessada aqui.

Além da melhoria na qualidade do atendimento aos usuários, o movimento também busca organizar a luta por reajustes de honorários, exigir a regularização dos contratos entre operadoras e médicos, e promover ações no Congresso Nacional visando à aprovação de projetos de lei que contemplem a relação entre médicos e planos de saúde.

Noticias Aleatórias