CBR

 

21

junho

2011

Para CFM nova resolução da ANS pode não ser eficaz

A resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que estabelece prazos máximos para as operadoras de planos de saúde assegurar aos seus clientes a prestação de serviços e procedimentos prometidos terá êxito apenas se atingir seu objetivo maior: a ampliação da rede de cobertura garantida aos seus clientes no momento da assinatura dos contratos.  Essa é a avaliação do 2º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda, após analisar a proposta que entra em vigor, efetivamente, em 90 dias.
 
Para ele, que também é coordenador da Comissão de Saúde Suplementar (Comsu), a medida da ANS surge no momento em que se constata a problema crescente dos usuários com a extensão da cobertura. “Hoje a ANS desconhece o número de médicos que trabalha para os planos de saúde, o que permitiria um real diagnóstico do tamanho da rede assistencial”, afirmou.
 
Não são raros os relatos que apontam dificuldades em marcar consultas e exames ou confirmar procedimentos em hospitais ou laboratórios. “Esse problema é visível, especialmente, nos prontos-atendimentos dos planos de saúde, onde o tempo de espera por atendimento é igual ou maior que em unidades semelhantes da rede pública”, apontou Tibiriçá.
 
Alerta à sociedade

Tibiriçá faz ainda um alerta sobre a importância dos usuários e da ANS entenderem claramente que a responsabilidade pela ampliação da cobertura é das operadoras e não dos médicos. Segundo ele, as empresas caminham na contramão das necessidades da assistência com a possibilidade de credenciamento de novos serviços fechada, com descredenciamentos constantes dos já existentes e pela fuga dos profissionais, insatisfeitos com as condições oferecidas.
 
Os problemas com os planos não são exclusividade dos usuários. Os médicos também apontam um quadro negativo no relacionamento com as operadoras. Em 7 de abril, a categoria – liderada pelo CFM, pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – suspendeu o atendimento dos usuários dos planos por 24 horas. A intenção foi chamar a atenção da sociedade para a interferência das empresas na autonomia dos profissionais e para a desvalorização dos médicos.

Fonte: CFM

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