CBR

 

14

setembro

2011

Audiência constata: honorários são baixos e há interferência na autonomia

A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) discutiu no último dia 13/09 a qualidade do atendimento aos usuários de planos de saúde. O deputado Valadares Filho (PSB-SE), sugeriu a audiência pública, pois tem aumentado as reclamações de consumidores em relação aos planos de saúde.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) acusou os planos de não reajustarem os honorários e de interferirem na autonomia dos profissionais. O repasse dos planos aos médicos fica entre R$ 25 e R$ 40, por consulta. Os médicos também acusam os planos de criar empecilhos para os pedidos de exames mais caros.

O representante da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalho, afirmou que a postura atual dos planos de saúde prejudica os usuários. Ele ressaltou que as empresas dificultam ou impedem a realização de exames. “O contrato exige que se tenha uma pré-autorização. Então, o pedido tramita em várias instâncias da operadora e, tempos depois, vem a resposta: ‘infelizmente, não cobrimos o exame solicitado’”, protestou.

Segundo Carvalho, os planos de saúde tentam colocar os usuários em pé de guerra com os médicos. “De acordo com ele, as empresas “plantam” dúvidas na cabeça dos associados ao dizerem que os pedidos médicos foram feitos de forma incorreta. “Os planos marginalizam os médicos, tratando-os como bandidos. Nós nunca somos chamados para fazer sugestões a nenhum ramo”, declarou.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, alegou, em nota, que o valor das consultas médicas praticados por afiliadas variou, de 2002 a 2010, entre 83,33% e 116,30% – índices superiores à variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) no mesmo período, que foi de 56,68.

Foram convidados para o debate: o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz Dávila; o diretor-presidente da ANS, Maurício Ceschin; o representante da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Paulo dos Santos; o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas; e o presidente da Fenasaúde, Márcio Serôa Coriolano.

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