CBR

 

27

setembro

2011

Médicos discutem o uso da Medicina Nuclear na Cardiologia

A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBBMN) promoverá em 17 de outubro, às 20 horas, em São Paulo (SP) um encontro para discutir casos relativos à aplicação da Medicina Nuclear na Cardiologia. O evento terá coordenação da Dra. Paola Smanio, chefe do setor de Medicina Nuclear do Hospital Dante Pazzanese.

Os exames da Medicina Nuclear, de maneira não invasiva e através do uso de pequenas quantidades de substâncias radioativas, fornecem aos médicos informações funcionais, complementando os detalhes anatômicos demonstrados por outras técnicas, como o cateterismo e a angiotomografia de artérias coronárias.

O procedimento Spect do Miocárdio ou Cintilografia de Perfusão do Miocárdio é um exame da Medicina Nuclear fundamental para acompanhar pacientes com problemas coronarianos por permitir uma análise funcional da doença arterial coronariana, com informações sobre perfusão e função ventricular.

A estratificação de risco para pacientes com ou sem coronariopatia conhecida constitui um dos pontos altos dessa cintilografia. Está bem estabelecido na literatura médica que um indivíduo com Cintilografia de Perfusão Miocárdica normal tem um risco de evento grave, morte ou infarto, menor que 1% ao ano e isso é válido mesmo para indivíduos que tenham lesões coronárias conhecidas e tratadas. Da mesma forma, o risco de infarto e de angina instável aumenta exponencialmente com as anormalidades perfusionais.

As imagens fornecidas pelo Spect do Miocárdio são úteis no diagnóstico, prognóstico e acompanhamento do portador de Doença Arterial Coronária. Com base nas informações fornecidas pelo exame, o cardiologista é capaz de decidir com propriedade o tratamento a ser adotado e acompanhar a evolução, o que reflete positivamente sobre a qualidade de vida e a sobrevida do paciente.

São várias as indicações do Spect do Miocárdio no acompanhamento de pacientes com problemas cardiovasculares: avaliação da isquemia miocárdica; análise de áreas com perda irreversível do miocárdio; avaliação funcional do ventrículo esquerdo; avaliação de pacientes submetidos a tratamento clínico, cirurgia ou angioplastia; avaliação da viabilidade miocárdica pós-infarto.

Por anos, são realizadas cerca de 300 mil Cintilografias de Perfusão do Miocárdio, que podem ser realizadas com sucesso em todos os grupos de pacientes, como diabéticos, obesos, mulheres, pacientes com insuficiência renal e outros. O exame é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos convênios médicos.

As inscrições para o encontro são gratuitas e as vagas limitadas. Para obter mais informações e se inscrever, entre em contato com a SBBMN pelo telefone (11) 3262-5438, pelo e-mail: sbbmn@sbbmn.org.br ou acesse http://www.sbbmn.org.br/.

Fonte: SBBMN

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