CBR

 

03

novembro

2011

Planos de saúde: Movimento em São Paulo continuará em 2012

Concluído o primeiro ciclo de paralisações do atendimento eletivo aos planos de saúde que não atenderam às reivindicações da classe, a Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar marcou para janeiro uma reunião ampliada, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), com o objetivo de definir as próximas estratégias do movimento. Devem participar as Regionais da APM, os Sindicatos, as Delegacias do Conselho Regional de Medicina e as Sociedades de Especialidade.
 
O presidente da APM, Florisval Meinão, adianta que o foco em 2012 serão os procedimentos. “Os médicos das especialidades mais ligadas a cirurgias e exames não tiveram os mesmos benefícios, este ano, daqueles da área clínica. Por isso, a atualização dos valores conforme a CBHPM [Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos] plena é prioridade”, explica.
 
Além da defasagem da remuneração médica, a prática das empresas de aumentar os valores de consulta sem reajustar os procedimentos é tão comum quanto perigosa, segundo Meinão, pois acarreta sérias distorções. Nas grandes cidades, como São Paulo, há planos que remuneram uma consulta por R$ 20,00 e algumas cirurgias sob anestesia geral a R$ 40,00, por exemplo.
 
Outra questão bastante discutida pelas lideranças, em reunião no fim de outubro, foi o acompanhamento dos reajustes anunciados pelas empresas. Há indícios de que algumas delas não estejam praticando os novos valores propostos. “Isso é um enorme desrespeito aos médicos. Desfecharemos medidas duras em relação a essas empresas”, afirma Meinão.
 
É importante que os médicos credenciados confiram os valores, conforme esta tabela e informem a Defesa Profissional da APM. Telefones: 0800-17-3313 e (11) 3188-4207 ou e-mail defesa@apm.org.br. O sigilo é garantido.
 
Mesmo com as interrupções do atendimento, das quais participaram 14 especialidades em sistema de rodízio, algumas operadoras ainda não aceitaram negociar os reajustes ou enviaram propostas insuficientes (veja abaixo). Dessa forma, este grupo será alvo das ações a serem definidas para 2012. A Comissão continua negociando com todas as empresas e permanece aberta ao diálogo.
 
Empresas na mira dos médicos: Allianz, Ameplan, Cabesp, Crusam, Economus, Intermédica, Itálica, Leonor de Barros, Life, Metrópole, Notredame, Omint, Prevent Sênior, Santa Helena, Santamália, São Cristóvão, Seisa, Sepaco, Sobam, Trasmontano, Unimed Seguros Saúde, Universal e Volkswagen.

Fonte: APM

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