CBR

 

07

novembro

2011

CBR pede mudanças na saúde suplementar em ofício à Subcomissão

O Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) encaminhou no ultimo dia 31 de outubro ofício ao presidente da Subcomissão Especial de Saúde Complementar, deputado federal André Zacharow (PMDB/PR), e ao relator da mesma, deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS).

A subcomissão foi criada em abril de 2011 pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados com o intuito de avaliar o sistema.

O objetivo do documento encaminhado pelo CBR é contribuir com o processo democrático brasileiro, sugerindo pontos complementares de suma importância para o setor de Saúde Suplementar brasileiro.

Uma das sugestões do CBR é a reavaliação da composição do Conselho Nacional de Saúde Suplementar que se pretende criar. Para o Colégio, há um grave desequilíbrio na estrutura proposta, pois os diferentes grupos de prestadores possuem realidades e pleitos diferenciados e, às vezes, até mesmo conflitantes. Na opinião do CBR é preciso considerar entidades de representação de médicos distintas de entidades de representação de prestadores. O critério para participação da entidade deverá ser sua representatividade no setor de saúde suplementar. Sendo assim, torna-se absolutamente necessária a inclusão no Conselho Nacional de Saúde Suplementar, como representantes dos prestadores de serviços da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), Federação dos Hospitais (Fehosp), Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH) e do próprio CBR.

Outra importante sugestão do CBR são ações imediatas que poderiam diminuir o desequilíbrio de forças entre as fontes pagadoras e os prestadores como:

Implantação do credenciamento universal: Possibilitar que pequenos prestadores tenham condições de sobreviver às negociações com as grandes fontes pagadoras. Porque na situação atual, quando um pequeno prestador fala em reajuste, é ameaçado com o descredenciamento.

Reconhecimento da CBHPM como tabela oficial: Os valores da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) levam em conta a complexidade do procedimento e os custos envolvidos e sua manutenção é feita pela Associação Médica Brasileira (AMB) com participação das fontes pagadoras e entidades médicas. É necessária uma lei que reconheça a CBHPM como tabela oficial com bandas máximas e mínimas de negociação entre fontes pagadoras e prestadores de serviços.

Garantia de idoneidade das fontes pagadoras: Não há regras claras no relacionamento de prestadores e fontes pagadoras. Por exemplo: procedimentos autorizados são glosados, pacientes atendidos com carteirinhas das fontes pagadoras não são pagos sob alegação que não possuem contrato.

Noticias Aleatórias