CBR

 

16

novembro

2011

Médicos servidores de São Paulo suspendem atendimento por 24 horas

Nesta quinta-feira, 17 de novembro, médicos servidores do Estado de São Paulo realizarão nova paralisação de 24 horas no atendimento. A mobilização tem por objetivo reivindicar a adoção do piso salarial de R$ 9.188,22, para 20h semanais, conforme indicado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), e o cumprimento da promessa feita pela administração estadual de implantar, ainda neste ano, o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), negociado desde o início de 2011 e que até agora não foi referendado.

Nos últimos meses, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) realizou tentativas de negociações junto a representantes da esfera governamental para um acordo sem sucesso. “Nós entendemos que esta carreira de estado deva ser de tempo integral e dedicação exclusiva, portanto, com ganho dobrado, R$18.500, aproximadamente, sem prejuízos às diversas gratificações que o plano contempla”, esclarece Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato.

Segundo Carvalhaes, a adesão dos médicos que trabalham em hospitais públicos estaduais vem aumentando em função dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. O salário inicial do médico no Estado de São Paulo é de R$ 414,30, com gratificações chega a R$ 1.559,24. A situação mais grave é a dos médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que já passam dos cem dias de paralisação. Eles reivindicam equiparação salarial com profissionais de outros dois hospitais públicos estaduais: Mater e Hospital Estadual de Ribeirão Preto.

Também no dia 17, às 20h, os médicos se reunirão em Assembleia na sede do Simesp. (Rua Maria Paula, nº. 78 – no auditório – 1º andar)

Sobre o piso Fenam
A base Fenam passou a vigorar em 1º de janeiro, conforme atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – (DIEESE), cujo índice acumulado em 2010 foi de 6,91%. Este valor deve servir como parâmetro para reivindicações em dissídios, convenções, acordos coletivos de trabalho e demais negociações em todo País.

Fonte: Simesp

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