CBR

 

18

novembro

2011

MEC suspende vagas em 16 cursos de Medicina do país

O Ministério da Educação (MEC) divulgou em 17 de novembro a suspensão de 50 mil vagas de diversos cursos em 683 instituições de Ensino Superior. Entre elas, 16 faculdades de Medicina em todo país. A medida é uma continuação da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação presidida por Adib Jatene que, entre 2006 e 2008, avaliou os cursos de Medicina com nota insatisfatória no Enade – Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.

Para os resultados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), foram considerados cursos com nota inferior a 3 nos quesitos IGC (Índice Geral de Cursos) e CPC. Enquanto o primeiro analisa a instituição, o CPC inclui a nota dos alunos no Enade e avaliações feitas por especialistas em relação a perfil do corpo docente, infraestrutura da faculdade e projeto político pedagógico.

Para o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão, a medida é benéfica, pois ajuda a melhorar a qualidade dos cursos de Medicina, mas não é suficiente. “Vale lembrar que há menos de um mês o exame do Conselho Regional de Medicina [do Estado de São Paulo], que é facultativo, teve 46% de reprovação, o que mostra a qualidade duvidosa de muitos cursos”, comentou o presidente, apoiando a obrigatoriedade do exame e medidas mais severas para melhorar a qualidade dos cursos.

Segundo o MEC, a instituição que tiver um IGC insatisfatório por duas vezes no percurso de três avaliações responderá a um processo administrativo de supervisão instaurado pelo próprio ministério e que pode culminar, após um longo processo de saneamento das deficiências, em descredenciamento da instituição ou encerramento do curso. Neste caso, os estudantes matriculados têm garantia de conclusão do curso ou poderão solicitar transferência para outra instituição e completar a graduação.

Segundo o 1º vice-presidente da APM, Roberto Lotfi, as medidas são importantes para evitar prejuízos ao atendimento da população. “Por causa da má remuneração, muitos desses médicos que não tiveram uma boa formação vão trabalhar nos prontos atendimentos do Sistema Público de Saúde”, diz Lotfi, lembrando que a má qualidade de ensino é mais uma prova de o país deve tomar cuidado com a abertura indiscriminada de cursos de Medicina.

Foram avaliadas 2.176 universidades, faculdades e centros universitários e a escala vai de 1 a 5. O número de vagas reduzido em cada curso só será publicado na próxima semana, no Diário Oficial. Entretanto, o MEC explica que acontecerá em proporção inversa à da nota do CPC, variando de 20% a 65% do número atual de vagas. “A redução será caso a caso. Quem tirou menor nota no CPC terá o maior corte”.

Veja a lista das faculdades que sofrerão redução de vagas:

Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA) – São Luís
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos de Araguari (UNIPAC) – Araguari
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos Juiz De Fora (UNIPAC) – Juiz De Fora
Faculdade da Saúde E Ecologia Humana (FASEH) – Vespasiano
Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME) – Barbacena
Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIT) – Itajubá
Faculdade Presidente Antônio Carlos (ITPAC PORTO NACIONAL) – Porto Nacional
Faculdade São Lucas (FSL) – Porto Velho
Faculdades Integradas Aparício Carvalho (FIMCA) – Porto Velho
Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES) – Ipatinga
Universidade de Cuiabá (UNIC) – Cuiabá 
Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) – Presidente Prudente
Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS) – Pouso Alegre
Universidade Iguaçu (UNIG) – Nova Iguaçu
Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS) – Belo Horizonte
Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR) – Belo Horizonte

Fonte: APM

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