CBR

 

24

novembro

2011

Senador critica curso para validar diplomas de médicos formados em Cuba

O senador Paulo Davim (PV-RN) protestou na tribuna do Senado em 23 de novembro contra a criação de um curso preparatório para reforço dos médicos formados em medicina em Cuba, reprovados, em sua maioria, na prova de validação do diploma no Brasil, chamada Revalida. O parlamentar relatou que o fato motivou o Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Ministério da Saúde, a decidir ministrar um curso preparatório gratuito, medida que favorecerá 500 médicos brasileiros formados em Cuba. Em 2010, apenas dois dos 628 inscritos no Revalida foram aprovados.

“Invés de gastar dinheiro público para favorecer um pequeno grupo de estudantes por que não investir em educação básica de milhões de brasileiros? E na preparação dos estudantes para vestibulares no Brasil?” sugeriu, chamando a medida de lógica descabida. Na opinião do parlamentar, os recursos públicos devem beneficiar a educação básica e a maioria dos brasileiros.

Dos seis mil brasileiros que cursam medicina em países como Argentina, Bolívia, Cuba e Paraguai, Davim afirmou que cerca de 600 retornam ao país encontrando dificuldades para regularizar sua situação devido às falhas existentes no aprendizado e nas práticas médicas dos cursos no exterior.

“Há uma falsa ideia de que a medicina em Cuba é referência mundial, enquanto que no meio científico brasileiro sabe-se notoriamente que essa informação é falaciosa. É fato que as faculdades cubanas de medicina valorizam a medicina preventiva, sobretudo aquela que possa atender a população de baixa renda, mas deixam a desejar na medicina de média e alta complexidade”, ponderou o senador Davim.

O Brasil, ao contrário, comparou, está em 2º lugar no ranking de países com mais faculdades de medicina, atrás somente da Índia. São 183 cursos contra 272 naquele país. O problema estaria, explicou, na maior competitividade dos vestibulares brasileiros em comparação com esses outros países, cujos processos seletivos são “bem menos competitivos”.

“Mas a questão é: a que preço? Como fica a formação desse futuro médico, se a grade curricular for falha e deficiente?”, indagou Davim.

Fonte: Agência Senado

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