CBR

 

07

dezembro

2011

Conferência Nacional de Saúde discute gestão de saúde pública

O fim da terceirização da gestão da saúde pública foi a principal reivindicação da 14ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), que terminou em 4 de dezembro de 2011, em Brasília. O evento reuniu mais de 3 mil representantes da sociedade, eleitos em seus estados e municípios ao longo de 2011, para debater o papel do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que as mais de 300 propostas de política pública aprovadas na conferência sejam aproveitadas pelos três níveis de governo – municipal, estadual e federal.

A coordenadora-geral do evento, Jurema Werneck, explicou que a ideia das propostas aprovadas não é que o Estado deixe de comprar leitos em hospitais privados quando não houver vagas no sistema público, mas que os governantes não repassem às instituições privadas a responsabilidade de administrar quando e como esses leitos serão usados.

De acordo com a coordenadora, o sistema atual – que vem sendo adotado por alguns estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco – permite falhas sem que o Estado seja responsabilizado por isso. “A gente está mantendo a ideia de que o SUS é público. A regra é não transferir serviços para organizações sociais, que são empresas disfarçadas e que acabam precarizando o trabalho, não entregando o serviço que a gente comprou, e não garantido o serviço à população”, declarou Jurema Werneck.

A 14ª Conferência Nacional de Saúde foi encerrada com a aprovação de um relatório e uma Carta da Conferência direcionada à sociedade brasileira. O documento que sintetiza o debate desenvolvido no evento, que durou quatro dias. “Esse é mais um momento histórico em que o relatório final é aprovado e uma declaração à sociedade também. Parabéns a todos os delegados. Viva o controle social e viva a democracia”, disse o ministro da Saúde e presidente da conferência, Alexandre Padilha.

Para conferir a íntegra da carta da 14ª Conferência Nacional de Saúde à sociedade brasileira, clique aqui. 

Fonte: Agência Brasil e Fenam

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