CBR

 

20

dezembro

2011

Médicos de Alagoas do Programa Saúde da Família continuam em greve

Médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) do estado de Alagoas continuam em greve. A categoria reivindica reajustes salariais a implantação do Plano de Cargos e Carreiras e Vencimentos. As negociações entre sindicato e prefeituras continuam e cerca de 40 municípios já encerraram a greve, devido aos acordos bem sucedidos entre as partes. Mas de acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Simed/AL), Wellington Galvão, a luta continua pelos médicos de outros municípios.

“Agora, temos que lutar pelo restante, cujos salários ainda estão defasados”, esclareceu Wellington, referindo-se a locais, a exemplo de Cajueiro, Messias, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos, que estão com o “Programa estagnado”.

As reivindicações contemplam um piso salarial de R$ 18 mil, preconizado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), e que, segundo Galvão, suprirá a demanda da nova jornada de trabalho de 40h semanais, determinada pelo Ministério Público Federal (MPF). O presidente salienta que as negociações estão abertas, junto às prefeituras. “Caso não haja acordo que assegure um salário compatível com as horas trabalhadas, a categoria pedirá demissão”, alertou o presidente do Sinmed, ressaltando que os possíveis reajustes vão depender do perfil de cada município, isto é, distância, demanda de pacientes, número de unidades de saúde, dentre outros fatores.

Desde o surgimento do Programa, os médicos obtiveram, somente, um reajuste de 18,5%, com um quadro de diferenças salariais. Tais disparidades ocorreram quando o repasse – 70% de todos os recursos – ficou a encargo das prefeituras, uma vez que o Ministério da Saúde (MS) não conseguiu acompanhar o aumento do salário mínimo. Conforme acentuou Wellington, a saúde deveria ser tripartite: União, Estado e Município, o que “não corresponde à realidade vivenciada pelos servidores”.

Os médicos do PSF de Maceió não chegaram a aderir ao movimento grevista, pois não possuem motivos para negociações. Apesar da paralisação, 30% dos serviços continuam em pleno funcionamento.

Fonte: Fenam

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