CBR

 

09

janeiro

2012

Carência de especialistas vai guiar residência médica

O governo federal quer mudar o foco das residências médicas e vai passar a priorizar a aprovação de programas de acordo com a necessidade das regiões por determinados especialistas. Em um decreto no fim de 2011, o governo estipulou as regras para a composição e a atuação da Comissão Nacional de Residência Médica, ligada ao Ministério da Educação.

Embora atue desde a década de 1970, é a primeira vez que essa comissão, responsável por autorizar e fiscalizar programas de residência, tem esse tipo de diretriz. “A mudança de perfil dos problemas de saúde pública vai exigir novas habilidades. A expansão de vagas de residência deve estar guiada nisso”, disse o ministro Alexandre Padilha (Saúde). Ele cita algumas das prioridades: médicos de família, geriatras, oncologistas, anestesiologistas, neurocirurgiões, pediatras e neonatologistas. O Ministério da Educação também aponta a psiquiatria, que ganhou mais importância com o avanço do crack.

Em relação à mudança de orientação para as residências, o MEC justifica que a maior parte do investimento é público e por isso deve atender as necessidades gerais. “A residência não pode atender a demanda do mercado”, disse a coordenadora-geral de Residência Médica do MEC, Jeane Michel.

A coordenadora afirma que programas de especialidades com muita oferta não serão fechados ou impedidos de abrir. No entanto, não haverá estímulos com recursos públicos para esses casos. O Conselho Federal de Medicina é favorável à mudança, mas refuta a tese de que o mercado regia a abertura das residências.

Segundo o conselheiro Carlos Vital, o aspecto vocacional era um dos principais fatores no processo. Nessa linha do perfil epidemiológico, a Saúde lança novo edital com 615 novas bolsas de residências médicas na próxima semana.

Fonte: Folha de S. Paulo

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