CBR

 

11

janeiro

2012

Estudo do Ipea revela desigualdades regionais na área da saúde

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou no dia 10 de janeiro o Comunicado do Ipea nº 129 – Presença do Estado no Brasil, que avalia a atuação do Estado em áreas como saúde, educação, assistência social, previdência social e trabalho.

Na área da saúde a pesquisa revelou que a distribuição dos serviços reflete as desigualdades regionais, sendo que as regiões Sul e Sudeste apresentam a maior concentração de profissionais de saúde com nível superior: 3,7 profissionais por mil habitantes. Já nas regiões Norte e Nordeste esses números são inferiores (1,9 e 2,4 respectivamente). A média nacional é de 3,1 e a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o ideal é ter um profissional para cada mil habitantes. Os dados também permitem concluir que os profissionais mais qualificados estão concentrados nas regiões economicamente desenvolvidas.

De acordo com o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, a desigualdade na saúde ocorre porque os equipamentos e a presença dos profissionais são diferenciadas. “O Estado tem uma atuação bastante complexa do ponto de vista de um país continental e com uma população que é a quinta do mundo. Essa complexidade é maior pelo fato de termos um sistema único de saúde, especialmente na atuação pública, fazendo com que todo o país seja atendido embora as regiões mais ricas sejam aquelas que possuem melhores equipamentos e maior presença de profissionais, quando os estados mais pobres não têm o mesmo padrão de intervenção”.

O levantamento também aponta que o número de leitos de internação pelo SUS em 2011 foi de 330.641. A distribuição regional ficou estabelecida da seguinte forma: Norte concentra 7,4% do total; Nordeste, 30,1%; Sudeste, 38,7%; Sul, 16,1%; e Centro-Oeste, 7,8%. São Paulo detém 18% do total de leitos, enquanto o Acre tem apenas 0,25%.

Para ler a íntegra do Comunicado do Ipea nº 129 – Presença do Estado no Brasil, clique aqui.

Fonte: Ipea e Agência Brasil

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