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Outsourcing to Teleradiology Companies: Bad for Radiology, Bad for Radiologists

Artigo comentado por: Dra. Adriana Carla Rodrigues Mendes, Dra. Christiane Lucena Ramos e Dr. Danilo Wanderley Matos de Abreu

David C. Levin, MD, Vijay M. Rao, MD, Outsourcing to Teleradiology Companies: Bad for Radiology, Bad for Radiologists. Journal of the American College of Radiology, vol. 8 n°. 2, p.104-108, February 2011.

O recente artigo demonstra a preocupação dos profissionais de radiologia médica, que trabalham em hospitais, com a comercialização dos serviços de interpretação das imagens e fornecimento dos laudos através de empresas terceirizadas.

A partir do desenvolvimento de novas técnicas de comunicação que facilitam o intercâmbio de informações entre médicos e entre estes e os pacientes, a Telerradiologia desenvolveu-se nos Estados Unidos da América nos últimos dez anos. Atualmente, estão listadas mais de 33 empresas que realizam a terceirização dos serviços de interpretação das imagens radiológicas. A vantagem inicial proposta aos radiologistas que trabalhavam sob regime de plantão em hospitais foi o descanso noturno e dos finais de semana, além da possibilidade de fornecimento de assistência para hospitais de áreas carentes. Segundo dados da pesquisa, estes profissionais plantonistas de hospitais emitem cerca de 15.000 laudos anuais, enquanto que, através da Telerradiologia, empresas terceirizadas emitem entre 20.000 e 30.000 laudos anuais, representando um acréscimo de até 100%.

Toda esta tecnologia e terceirização tiveram como conseqüência, nos últimos anos, uma desvalorização do profissional médico radiologista, tendo em vista a diminuição da contratação destes especialistas em regime de plantão. Além disso, as empresas de Telerradiologia funcionam como redutoras de custos para os hospitais, os quais abdicam das responsabilidades presenciais do médico radiologista, afastando-o do convívio com a equipe.

O artigo expõe de forma clara as dificuldades profissionais enfrentadas pelos médicos radiologistas dos Estados Unidos da América com a inserção de empresas terceirizadas que substituem a contratação destes profissionais em hospitais. Pode-se concluir que, a despeito das conseqüências positivas da Telerradiologia, ainda existem muitos problemas éticos e legais decorrentes de sua utilização.