{"id":20450,"date":"2018-05-23T17:07:43","date_gmt":"2018-05-23T20:07:43","guid":{"rendered":"https:\/\/cbr.org.br\/?p=20450"},"modified":"2025-03-18T16:07:58","modified_gmt":"2025-03-18T19:07:58","slug":"brasil-call-actions","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/brasil-call-actions\/","title":{"rendered":"Brasil: Llamado a la acci\u00f3n"},"content":{"rendered":"<p><em>Paulo R. Costa<sup>1<\/sup>; Alair A.S.M.D. dos Santos<sup>2<\/sup>; Lidia V. de S\u00e1<sup>3<\/sup>; Hugo R. Schelin<sup>4<\/sup>; Cinthia Kotzian<sup>5<\/sup>; Luis A. G. Magalh\u00e3es<sup>6<\/sup>; Simone Kodlulovich<sup>3<\/sup>; Helen J. Khoury<sup>7<\/sup><\/em><\/p>\n<p><em>1 Departamento de F\u00edsica Nuclear, Instituto de F\u00edsica, Universidade de S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n<p><em>2 Vice-Presidente CBR\/ Rio de Janeiro e Prof. Associado e Chefe do Servi\u00e7o de Radiologia do Hospital Universit\u00e1rio Ant\u00f4nio Pedro da Universidade Federal Fluminense, Brasil<\/em><\/p>\n<p><em>3 Comiss\u00e3o nacional de Energia Nuclear, Brasil<\/em><\/p>\n<p><em>4 Instituto de Pesquisa Pel\u00e9 Pequeno Pr\u00edncipe, Curitiba, Brasil<\/em><\/p>\n<p><em>5 Comit\u00e9 de Bioseguridad, Hospital Universitario de Saltillo, Universidad Aut\u00f3noma de Coahuila, M\u00e9xico<\/em><\/p>\n<p><em>6 Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias Radiol\u00f3gicas, Instituto de Biologia Roberto Alc\u00e2ntara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,\u00a0Rio de Janeiro, Brasil<\/em><\/p>\n<p><em>7 Departamento de Energia Nuclear- Universidade Federal de Pernambuco, Brasil<\/em><\/p>\n<p>O texto que segue tem como objetivo compartilhar experi\u00eancias vividas recentemente pelos autores com colegas radiologistas, f\u00edsicos, reguladores, profissionais de prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica, fabricantes de equipamentos, educadores e todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuem para o desenvolvimento e a aplica\u00e7\u00e3o da cultura da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica na Medicina. Estas experi\u00eancias ocorreram na semana entre 11 e 15 de dezembro de 2017 em Viena, durante a <em>International Conference on Radiation Protection in Medicine: Achieving Change in Practice.<\/em> Esta confer\u00eancia foi organizada pela Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA), pela Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana da Sa\u00fade (OPAS) e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), al\u00e9m de contar com o apoio de outras dezesseis institui\u00e7\u00f5es de grande prest\u00edgio internacional. O evento contou com a participa\u00e7\u00e3o de 534 conferencistas de 97 pa\u00edses. Foram apresentados cerca de 80 p\u00f4steres e realizadas 8 sess\u00f5es com apresenta\u00e7\u00f5es orais, 4 mesas redondas, al\u00e9m de diversas outras apresenta\u00e7\u00f5es por parte dos participantes e das institui\u00e7\u00f5es que apoiaram o evento. Al\u00e9m disso, mais de 25 mil pessoas assistiram as sess\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do Facebook. O Brasil se fez representado atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o de 25 profissionais, entre representantes da CNEN\/IRD, do CBR (Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia), e pesquisadores de diversas universidades e membros de outras organiza\u00e7\u00f5es, com apresenta\u00e7\u00f5es de p\u00f4steres e apresenta\u00e7\u00f5es orais na Confer\u00eancia.<\/p>\n<p>Esta confer\u00eancia foi uma sequ\u00eancia da <em>International Conference on Radiation Protection in Medicine &#8211; Setting the Scene for the Next Decade<\/em>, realizada em Bonn em dezembro de 2012. O evento reuniu mais de 500 participantes e observadores de 77 pa\u00edses e, tamb\u00e9m, 16 organiza\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina para definir o cen\u00e1rio nesta \u00e1rea para a pr\u00f3xima d\u00e9cada. A ideia foi identificar responsabilidades e apresentar uma proposta de prioridades que devessem ser enfrentadas pelos profissionais e entidades relevantes nesta \u00e1rea.\u00a0 Resultado desta discuss\u00e3o foi sintetizado em um documento, amplamente divulgado em diversos idiomas, chamado <em>Bonn: Call for Actions <\/em>(<em>BCfA<\/em>)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. De forma resumida, a iniciativa da WHO e da IAEA teve as seguintes metas:<\/p>\n<ul>\n<li>Indicar falhas nas abordagens atuais para a prote\u00e7\u00e3o radiologia em Medicina;<\/li>\n<li>Identificar ferramentas para melhoria da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina;<\/li>\n<li>Revisar os avan\u00e7os, os desafios e as oportunidades no campo da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina; e<\/li>\n<li>Avaliar o impacto do Plano de A\u00e7\u00e3o Internacional para Prote\u00e7\u00e3o Radiol\u00f3gica de Pacientes de modo a preparar novas recomenda\u00e7\u00f5es internacionais, levando em considera\u00e7\u00e3o os novos desenvolvimentos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>H\u00e1 consenso entre as institui\u00e7\u00f5es envolvidas na defini\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do <em>BCfA<\/em> de que a utiliza\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o em medicina deve buscar um equil\u00edbrio entre os benef\u00edcios decorrentes da possibilidade de melhoria da sa\u00fade humana com os riscos associados o uso de tecnologias que utilizam radia\u00e7\u00f5es ionizantes para esta finalidade. Este consenso considera, entre outras coisas que \u201cH\u00e1 necessidade de uma abordagem hol\u00edstica que inclui parceria dos governos nacionais, da sociedade civil, organismos internacionais, investigadores, educadores, institui\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es profissionais com o objetivo de identificar, defender e implementar solu\u00e7\u00f5es para enfrentar os desafios existentes e emergentes, al\u00e9m de liderarem, harmonizarem e coordenarem atividades e procedimentos a n\u00edvel internacional.\u201d (extra\u00eddo da brochura do <em>BCfA<\/em> em portugu\u00eas). Assim, foram estabelecidos cinco objetivos principais que permearam as discuss\u00f5es realizadas na reuni\u00e3o de 2012. Estes objetivos foram:<\/p>\n<ul>\n<li>Fortalecer a prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica dos pacientes e dos profissionais de sa\u00fade em geral;<\/li>\n<li>Alcan\u00e7ar o maior benef\u00edcio com o menor risco poss\u00edvel para todos os pacientes atrav\u00e9s do uso seguro e adequado da radia\u00e7\u00e3o ionizante em medicina;<\/li>\n<li>Apoiar a integra\u00e7\u00e3o total da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica nos sistemas de sa\u00fade;<\/li>\n<li>Ajudar a melhorar o di\u00e1logo sobre risco\/benef\u00edcio com os pacientes e com o p\u00fablico;<\/li>\n<li>Aumentar a seguran\u00e7a e a qualidade dos procedimentos em medicina nuclear, em radiodiagn\u00f3stico e em radioterapia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A partir destes objetivos foram destacadas dez a\u00e7\u00f5es principais, cada uma delas desmembradas em sub-a\u00e7\u00f5es, que foram consideradas essenciais para a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina. Estas a\u00e7\u00f5es, a serem implementadas no horizonte de dez anos a partir de 2012, est\u00e3o apresentadas a seguir<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>:<\/p>\n<ul>\n<li>01 &#8211; Melhorar a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da justifica\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>02 &#8211; Melhorar a implementa\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da otimiza\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>03 &#8211; Refor\u00e7ar o papel dos fabricantes na contribui\u00e7\u00e3o para o regime geral de seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>04 &#8211; Fortalecer a educa\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade em prote\u00e7\u00e3o; radiol\u00f3gica;<\/li>\n<li>05 &#8211; Delinear e promover uma agenda de investiga\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para a prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em medicina;<\/li>\n<li>06 &#8211; Aumentar a disponibilidade e qualidade de informa\u00e7\u00f5es globais sobre as exposi\u00e7\u00f5es radiol\u00f3gicas e ocupacionais em medicina;<\/li>\n<li>07 &#8211; Melhorar a preven\u00e7\u00e3o de incidentes e acidentes com radia\u00e7\u00e3o utilizada em contexto cl\u00ednico;<\/li>\n<li>08 &#8211; Fortalecer a cultura de seguran\u00e7a radiol\u00f3gica na \u00e1rea da sa\u00fade;<\/li>\n<li>09 &#8211; Fomentar um melhor di\u00e1logo sobre o risco-benef\u00edcio no uso da radia\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>10 &#8211; Fortalecer a implementa\u00e7\u00e3o de requisitos de seguran\u00e7a a n\u00edvel global.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O evento ocorrido em dezembro de 2017 em Viena, por sua vez, teve como objetivo central a avalia\u00e7\u00e3o e a revis\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e das iniciativas tomadas no contexto das metas definidas em Bonn, cinco anos ap\u00f3s a confer\u00eancia de 2012. Os organizadores entenderam que h\u00e1 necessidade de monitorar os progressos realizados pelos Estados Membros da IAEA neste per\u00edodo. Estas a\u00e7\u00f5es cobrem \u00e1reas abrangentes, tais como a otimiza\u00e7\u00e3o e a justificativa de exposi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, a seguran\u00e7a na utiliza\u00e7\u00e3o das radia\u00e7\u00f5es ionizantes na medicina e a prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica de indiv\u00edduos ocupacionalmente expostos e do p\u00fablico, quando radia\u00e7\u00f5es ionizantes s\u00e3o utilizadas no diagn\u00f3stico, em intervencionismo, na terapia ou em pesquisa.<\/p>\n<p>Desta forma, a ideia central foi a divulga\u00e7\u00e3o e a revis\u00e3o das abordagens adotadas para a implementa\u00e7\u00e3o do <em>BCfA<\/em> e, ainda, a harmoniza\u00e7\u00e3o das atividades em curso entre as organiza\u00e7\u00f5es internacionais e profissionais envolvidas em prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina. Al\u00e9m disso, o evento deveria estimular que os envolvidos e os tomadores de decis\u00e3o nesta \u00e1rea realizassem proje\u00e7\u00f5es de futuro tendo como base iniciativas de sucesso e o aprendizado obtido nestes \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Os autores do presente documento entendem que n\u00e3o caberiam aqui resumos extensivos de todos os temas abordados pelos renomados apresentadores dos temas convidados. Muitas destas informa\u00e7\u00f5es, incluindo trabalhos completos, est\u00e3o dispon\u00edveis no s\u00edtio eletr\u00f4nico do evento<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. A seguir s\u00e3o destacadas algumas observa\u00e7\u00f5es interpretadas como importantes para o entendimento do estado-da-arte em prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em medicina, enfatizando os pontos que, segundo o entendimento dos autores, devem ser priorizados por todas as entidades envolvidas com o tema, incluindo as sociedades profissionais, os fabricantes de equipamentos, os educadores e os reguladores.<\/p>\n<p>Como destacado anteriormente, as apresenta\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia foram divididas entre sess\u00f5es orais e mesas redondas, al\u00e9m de <em>Breakout Sessions<\/em> realizadas nos hor\u00e1rios de intervalo para almo\u00e7o, onde institui\u00e7\u00f5es como a <em>European Community<\/em> (EC), <em>United Nations Scientific Committee on the Effects of Atomic Radiation<\/em> (UNSCEAR) e a <em>International Society of Radiology<\/em> (ISR) apresentaram temas relacionados \u00e0s metas do <em>BCfA<\/em>. Em geral, os t\u00f3picos mais intensamente abordados fizeram refer\u00eancia, direta ou indireta, \u00e0 necessidade de melhorias na comunica\u00e7\u00e3o de risco, na justificativa das pr\u00e1ticas e na aus\u00eancia de n\u00edveis de refer\u00eancia em diagn\u00f3stico (DRL) mais confi\u00e1veis. Foi, tamb\u00e9m, discutido o tema da autonomia do paciente com respeito a sua decis\u00e3o de aceitar ou n\u00e3o um diagn\u00f3stico e\/ou terapia com radia\u00e7\u00f5es ionizantes, fundamentado em um dos quatro princ\u00edpios da Bio\u00e9tica. Apenas a t\u00edtulo de exemplo, a pesquisadora Margareth Murphy, da Irlanda, tratou do tema do desconhecimento dos pacientes com respeito aos riscos associados ao uso de t\u00e9cnicas com radia\u00e7\u00e3o ionizante. Entende-se que os pacientes t\u00eam um falso sentimento de seguran\u00e7a ao realizarem procedimentos m\u00e9dicos envolvendo radia\u00e7\u00e3o. Enfatizou a necessidade de mecanismos para a correta comunica\u00e7\u00e3o com os pacientes de forma que estes riscos sejam mais bem entendidos e n\u00e3o minimizados. Por fim, destacou que a estrat\u00e9gia futura deveria concentrar-se em aumentar a consci\u00eancia dos pacientes atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o e de ferramentas que facilitem o di\u00e1logo. Outra apresenta\u00e7\u00e3o que merece destaque foi realizada por Eliseu Va\u00f1o, da Espanha, que tratou, ponto por ponto, do que foi realizado desde a proposi\u00e7\u00e3o do documento <em>BCfA<\/em>, que resultados foram obtidos e como as pr\u00e1ticas foram modificadas. Al\u00e9m disso, o prof. Va\u00f1o abordou o que pode ser feito para melhor implementa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e, ainda, quais os desafios futuros tratando de temas associados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica ocupacional na \u00e1rea da radiologia intervencionista. O pesquisador apontou a identifica\u00e7\u00e3o de mais a\u00e7\u00f5es de pesquisa, mais regulamentos, maior quantidade de materiais de treinamento e guias que levem \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica. Ressaltou, tamb\u00e9m, que o n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em radiologia intervencionista aumentou de 100-300% ap\u00f3s a confer\u00eancia de Bonn. Por fim, destacou a necessidade de refor\u00e7ar a\u00e7\u00f5es de treinamento em radioprote\u00e7\u00e3o e monitora\u00e7\u00e3o de pessoal, tanto nas \u00e1reas tradicionais quando nas novas tecnologias h\u00edbridas, incluindo o desenvolvimento de ferramentas que facilitem estas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos momentos de intervalos, <em>coffe break e lunch break<\/em>, da Conferencia foram proporcionadas v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es nas quais se levaram ao conhecimento de diferentes programas implementados para a melhora da pratica da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica a n\u00edvel mundial. Foram abordados temas com respeito \u00e0s seguintes comunidades cientificas e os programas adotados a n\u00edvel mundial, na seguinte ordem: SAFRON<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, experi\u00eancia da Comunidade Europeia, WHO<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, SEVRRA-SAFROM<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, UNSCEAR<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> (considerando a sexta a\u00e7\u00e3o da <em>BCfA)<\/em>, acessos a RPOP<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, ISEMIR<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, ISR<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, e SAFRAD<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, permitindo uma discuss\u00e3o aberta e plena com respeito temas relevantes na \u00e1rea de Seguran\u00e7a Radiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>As sess\u00f5es finais, contudo, foram as que sintetizaram, de forma mais objetiva, a mobiliza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para que sejam estabelecidos planos de a\u00e7\u00e3o concretos para melhoria da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina nos pr\u00f3ximos cinco anos. Desta sess\u00e3o final os autores destacam a palestra da Dra. Ana Maria Larcher, que apresentou as atividades recentes do F\u00f3rum Ibero-americano de Organismos Reguladores Radiol\u00f3gicos e Nucleares.\u00a0 Este F\u00f3rum \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o criada em 1997 com o objetivo de promover a seguran\u00e7a radiol\u00f3gica, nuclear e f\u00edsica no mais alto n\u00edvel na regi\u00e3o ibero-americana. Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, a Dra. Larcher destacou a aus\u00eancia de compet\u00eancias especificamente definidas, a necessidade de pensar em perspectiva, visando a\u00e7\u00f5es futuras efetivas, e a fraqueza dos \u00f3rg\u00e3os reguladores, esta \u00faltima explicitada na <em>Ibero-American Conference on Radiation Protection in Medicine<\/em>, realizada em Madri em outubro de 2016. Outro ponto de destaque associado \u00e0s a\u00e7\u00f5es futuras do F\u00f3rum, no horizonte de 2017-2022, encontra-se explicitamente a defini\u00e7\u00e3o de elementos que contribuam para a efetiva\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es definidas em Bonn, principalmente aqueles associados \u00e0 \u00e1rea regulat\u00f3ria. Destacou, enfim, que o F\u00f3rum vem refor\u00e7ando suas contribui\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00e3o adequada que resulte em melhor regula\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o ibero-americana para as \u00e1reas associadas \u00e0s pr\u00e1ticas m\u00e9dicas.<\/p>\n<p>Nesta mesma sess\u00e3o final foram realizadas apresenta\u00e7\u00f5es de outras institui\u00e7\u00f5es correlacionadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica, tais como a <em>Conference of Radiation Control Program Directors <\/em>(CRCPD), a <em>Heads of the European Radiological Protection Competent Authorities<\/em> (HERCA) e a <em>International Radiation Protection Association<\/em> (IRPA). Destacam-se, por\u00e9m, apresenta\u00e7\u00f5es de representantes dos minist\u00e9rios da sa\u00fade de Israel, da Mal\u00e1sia e de Cuba. Estes representantes demonstraram os planos de a\u00e7\u00f5es de seus pa\u00edses na dire\u00e7\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es definidas no <em>BCfA<\/em>. Este envolvimento institucional oficial e ativo por parte dos reguladores parece, aos autores do presente documento, uma prerrogativa necess\u00e1ria para a implementa\u00e7\u00e3o efetiva e harm\u00f4nica destas a\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em nova apresenta\u00e7\u00e3o, o prof. Eliseu Va\u00f1o organizou, utilizando diferentes t\u00f3picos inter-relacionados, cinco problemas associados a algum destaque nas oito sess\u00f5es orais que compuseram a Confer\u00eancia. Em suas conclus\u00f5es, destacou:<\/p>\n<ul>\n<li>Necessidade de melhorias no treinamento, inicial e continuado, em prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina e na cultura da seguran\u00e7a radiol\u00f3gica;<\/li>\n<li>Necessidade de melhorar e atualizar regulamentos e guias;<\/li>\n<li>Necessidade de melhorar o treinamento de inspetores;<\/li>\n<li>N\u00famero insuficiente de f\u00edsicos m\u00e9dicos na \u00c1rea de Diagn\u00f3sticos por Imagem em Geral e em Radioterapia;<\/li>\n<li>Promover o uso dos N\u00edveis de Refer\u00eancia em Diagn\u00f3stico (<em>DRL-Diagnostic Reference Levels<\/em>);<\/li>\n<li>Esfor\u00e7os para evitar incidentes e acidentes com exposi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas; e<\/li>\n<li>Esfor\u00e7os para o uso seguro de novas tecnologias em medicina.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estas conclus\u00f5es, segundo o pesquisador, podem servir como roteiro para melhoria da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica na Medicina, apoiando a identifica\u00e7\u00e3o de mecanismos para promover a\u00e7\u00f5es catalizadoras das organiza\u00e7\u00f5es internacionais e de redes regionais para implementa\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es propostas aos problemas identificados.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es finais do evento foram apresentas pelo <em>chair<\/em>, PhD Madan Rehani, e pelo presidente do congresso, PhD Geoffrey Ibbott. O primeiro iniciou questionando se o <em>BCfA <\/em>estava funcionando. Concluiu que sim e apresentou uma s\u00e9rie de indicadores de desempenho, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>Aumento das publica\u00e7\u00f5es na literatura;<\/li>\n<li>Surgimento de campanhas nacionais e regionais tratando do tema;<\/li>\n<li>A\u00e7\u00f5es e ferramentas iniciadas por diversas associa\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Hist\u00f3rias de sucesso apresentadas na Confer\u00eancia, particularmente vindas de pa\u00edses em desenvolvimento; e<\/li>\n<li>Varia\u00e7\u00e3o temporal das doses em pacientes e trabalhadores.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Seguiu explorando alguns pontos comuns que configuram desafios que devem ser considerados por aqueles envolvidos no processo de implementa\u00e7\u00e3o das metas do BCfA. O prof. Rehani comentou que o momento em prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica na medicina \u00e9 incomum, com alto interesse pelo assunto, especialmente devido ao aumento do n\u00famero de procedimentos, o aparecimento de novas t\u00e9cnicas e o fato de que as \u00e1reas de imagens e terapias com radia\u00e7\u00e3o t\u00eam apresentado uma taxa de incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias maior que em outras \u00e1reas da pr\u00e1tica m\u00e9dica. Com estes fatos, associou-se uma s\u00e9rie de pontos comuns e lacunas existentes que necessitam de alternativas de solu\u00e7\u00e3o para que sejam atingidas, de forma global, as metas do <em>BCfA<\/em>. Alguns destaques:<\/p>\n<ul>\n<li>Exist\u00eancia de protocolos bem estabelecidos em pa\u00edses desenvolvidos e frequentemente atualizados, enquanto em grande parte do mundo estes protocolos n\u00e3o existem;<\/li>\n<li>Refor\u00e7o no princ\u00edpio da justifica\u00e7\u00e3o do procedimento junto aos m\u00e9dicos e dentistas que efetivamente solicitam os exames de imagem;<\/li>\n<li>Material inadequado associado a riscos e benef\u00edcios para pacientes;<\/li>\n<li>A necessidade de estabelecimento de DRLs, garantia da qualidade e designa\u00e7\u00e3o de f\u00edsicos m\u00e9dicos deveriam ser inclu\u00eddas nos regulamentos nacionais para implementa\u00e7\u00e3o dos requisitos das recomenda\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica contidas no documento IAEA <em>GSR-Part 3<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><strong>[12]<\/strong><\/a> <\/em><\/li>\n<li>A necessidade de dosimetria cl\u00ednica individualizada em terapia por radionucl\u00eddeos e as responsabilidades inerentes aos profissionais envolvidos, m\u00e9dicos e f\u00edsicos m\u00e9dicos;<\/li>\n<li>Pa\u00edses deveriam investigar modelos atrav\u00e9s dos quais possam expandir o n\u00famero de f\u00edsicos m\u00e9dicos na \u00e1rea de diagn\u00f3stico e terapia; e<\/li>\n<li>A necessidade de inclus\u00e3o de auditorias de qualidade e avalia\u00e7\u00e3o de risco nas pr\u00e1ticas de medicina nuclear, radiodiagn\u00f3stico e radioterapia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Como conclus\u00e3o, o Presidente a Confer\u00eancia apresentou, para cada uma das dez metas estabelecidas no documento <em>BCfA<\/em>, quais as ferramentas existentes, aquelas que est\u00e3o em desenvolvimento e quais as fermentas necess\u00e1rias \u00e0 continuidade das a\u00e7\u00f5es propostas em 2012. No entendimento dos autores deste documento, este resumo geral da Confer\u00eancia oferece recursos fundamentais para o bom planejamento de a\u00e7\u00f5es futuras, em especial para a defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que ajudem a pavimentar o caminho para que o Brasil siga no rumo correto na \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em Medicina.<\/p>\n<p>Nossa leitura da situa\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p>Nosso pa\u00eds foi protagonista na Am\u00e9rica Latina durante muitos anos nas \u00e1reas de fronteira que est\u00e3o associadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em medicina. O pa\u00eds possui um bom n\u00famero de f\u00edsicos m\u00e9dicos, ag\u00eancias reguladoras e uma estrutura regulat\u00f3ria com responsabilidades bem definidas, programas de resid\u00eancia em F\u00edsica M\u00e9dica estruturados e de boa qualidade, com oferta de bolsas, cursos de treinamento em prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica para t\u00e9cnicos e tecn\u00f3logos, associa\u00e7\u00f5es de profissionais da \u00e1rea m\u00e9dica bem estabelecidas etc.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, sente-se falta de maior envolvimento e organiza\u00e7\u00e3o em algumas das entidades reguladoras que permitam a percep\u00e7\u00e3o de que as a\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo executadas na mesma dire\u00e7\u00e3o das metas definidas no <em>BCfA<\/em>, como claramente apresentado por outros pa\u00edses durante a Confer\u00eancia em Viena. Um exemplo \u00e9 a revis\u00e3o da Portaria 453. Este documento, publicado no final da d\u00e9cada de noventa, fez parte da hist\u00f3ria de protagonismo do Brasil na \u00e1rea reguladora em radiologia diagn\u00f3stica. Elogiada por muitos e utilizada como base para o desenvolvimento de regula\u00e7\u00f5es locais em outros pa\u00edses, encontra-se desatualizada ap\u00f3s quase vinte anos de sua publica\u00e7\u00e3o. A ag\u00eancia reguladora respons\u00e1vel por sua implementa\u00e7\u00e3o, a ANVISA \u2013 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria vem tentando realizar revis\u00f5es deste texto normativo desde o final da d\u00e9cada passada, sem sucesso. A Ag\u00eancia apresentou novos textos em consultas p\u00fablicas, todas fracassadas e com os textos propostos intensamente rejeitados pela comunidade atuante na \u00e1rea. Uma poss\u00edvel leitura destes fatos \u00e9, justamente, o distanciamento existente entre os textos propostos e os conceitos elencados durante as duas confer\u00eancias organizadas pela WHO e IAEA, em 2012 e 2017.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica not\u00e1vel nas apresenta\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia, e que apresentam baixa resson\u00e2ncia no Brasil, foram as fortes a\u00e7\u00f5es cooperativas entre diferentes pa\u00edses e sociedades, em especial na Comunidade Europeia. Uma exce\u00e7\u00e3o recente \u00e9 o <em>Latin Safe<\/em>, inspirado no <em>Image Gently e do Image Wisely,<\/em> tem como uma de suas miss\u00f5es promover a prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica dos pacientes na America Latina, seguindo as ideias propostas no <em>BCfA<\/em>. O <em>Latin Safe<\/em> tem grande participa\u00e7\u00e3o da comunidade m\u00e9dica nacional, mas ainda pouca difus\u00e3o em outras \u00e1reas que possam apoiar as iniciativas, como as ag\u00eancias reguladoras e o pr\u00f3prio governo federal. Entende-se que devem ser desenvolvidas ferramentas similares para ampliar o envolvimento da comunidade cientifica, m\u00e9dica, de educadores e reguladores para divulgar as metas de <em>BCfA<\/em> e tornar sua implementa\u00e7\u00e3o uma realidade, n\u00e3o apenas ret\u00f3rica.<\/p>\n<p>Os autores deste documento perguntam: o que tem sido feito no Brasil? A\u00e7\u00f5es individuais s\u00e3o claras, qualificadas e acomodam a dedica\u00e7\u00e3o de muitos profissionais do pa\u00eds.\u00a0 Estas informa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, parecem mal difundidas e com baixo n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e lideran\u00e7a. Assim, <u>algumas<\/u> das a\u00e7\u00f5es que entendemos serem necess\u00e1rias para a retomada da posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a e do protagonismo brasileiro, ao menos entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina ou do bloco do BRICS, s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Maior envolvimento da comunidade cientifica, m\u00e9dica, educadores, reguladores de forma a divulgar as metas de <em>BCfA<\/em>;<\/li>\n<li>Elabora\u00e7\u00e3o de uma agenda objetiva e realista para a\u00e7\u00f5es comuns na dire\u00e7\u00e3o das propostas do <em>BCfA<\/em>;<\/li>\n<li>Ampliar a cultura da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica em todos nos n\u00edveis;<\/li>\n<li>Necessidade urgente de mudan\u00e7a de paradigma: justifica\u00e7\u00e3o e otimiza\u00e7\u00e3o devem ser as prioridades;<\/li>\n<li>Maior aproxima\u00e7\u00e3o entre as sociedades de profissionais envolvidas, tais como o Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBR), a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SB<span style=\"text-decoration: line-through;\">B<\/span>MN), Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de F\u00edsica M\u00e9dica (ABFM), a Sociedade Brasileira de Prote\u00e7\u00e3o Radiol\u00f3gica (SBPR) etc, para assumirem papel de lideran\u00e7a na divulga\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e, ainda, fornecerem apoio cientifico e conceitual para as ag\u00eancias reguladoras;<\/li>\n<li>Melhorar a comunica\u00e7\u00e3o entre os principais atores: reguladores, formadores de recursos humanos, m\u00e9dicos, f\u00edsicos e outros profissionais de sa\u00fade;<\/li>\n<li>Incentivar o treinamento em radioprote\u00e7\u00e3o em escolas de medicina, veterin\u00e1ria e odontologia;<\/li>\n<li>Incentivar o treinamento em radioprote\u00e7\u00e3o de tecn\u00f3logos, t\u00e9cnicos em radiologia, enfermagem e farm\u00e1cia;<\/li>\n<li>Estabelecer processos de certifica\u00e7\u00e3o de profissionais e de cursos de treinamento, de forma a assegurar a forma\u00e7\u00e3o do corpo t\u00e9cnico;<\/li>\n<li>Desenvolvimento de ferramentas e treinamento de profissionais para amplia\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es que levem ao estabelecimento de DRL nacionais confi\u00e1veis;<\/li>\n<li>Amplificar a aten\u00e7\u00e3o na prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica de grupos cr\u00edticos, como gestantes e pacientes pedi\u00e1tricos;<\/li>\n<li>Desenvolvimento de guias de execu\u00e7\u00e3o de procedimentos de garantia da qualidade, al\u00e9m dos documentos regulat\u00f3rios, consistentes com as pr\u00e1ticas locais atuais, gerados em colabora\u00e7\u00e3o com profissionais de reconhecia experi\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Concluindo, este texto tem como objetivo distribuir a vis\u00e3o coletiva dos autores resultantes da intensa semana de apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00f5es em Viena, em dezembro de 2017. Os autores pretendem, com ele, apoiar a amplia\u00e7\u00e3o do debate sobre o <em>BCfA<\/em> e propor uma agenda nacional vi\u00e1vel para implementa\u00e7\u00e3o organizada das a\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de fortalecer as participa\u00e7\u00f5es colaborativas. Entendemos que se devem apoiar as Boas Pr\u00e1ticas e usa-las como exemplo para outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o clara que est\u00e1 sendo planejada, com contribui\u00e7\u00e3o dos autores, \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o do II Workshop sobre Justifica\u00e7\u00e3o e Optimiza\u00e7\u00e3o das Exposi\u00e7\u00f5es M\u00e9dicas a Radia\u00e7\u00f5es Ionizantes para Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa, que est\u00e1 sendo programado para ocorrer durante o Congresso Brasileiro de Radiologia de 2018, no Rio de Janeiro. Este evento ser\u00e1 um seguimento do I Workshop, realizado em 2015 em Lisboa.<\/p>\n<p>Este texto assume o reconhecimento pela responsabilidade que cada um de n\u00f3s tem na prepara\u00e7\u00e3o do futuro. Enfim, nossos estudantes ou residentes de hoje ser\u00e3o os respons\u00e1veis pela prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica e pela otimiza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas utilizando radia\u00e7\u00f5es ionizantes na Medicina de amanh\u00e3, quando se supor que o <em>BCfA <\/em>estiver concretamente implementado. Por isso, o desenvolvimento de lideran\u00e7as \u00e9 essencial para podermos olhar para o futuro com otimismo. A ideia de construir pontes e n\u00e3o muros foi fortemente enfatizada durante a Confer\u00eancia e \u00e9 nosso entendimento que esta mensagem deva ser levada ao maior n\u00famero de colegas poss\u00edvel para que se possa, efetivamente, cultivar a cultura de seguran\u00e7a no contexto nacional atual e futuro. \u00c9 esta abordagem hol\u00edstica, da qual se falou muito durante a Confer\u00eancia, que permitir\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias que levem \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o das metas do <em>BCfA <\/em>em nosso pa\u00eds. Esperamos que a mensagem seja bem entendida por todos os atores deste cen\u00e1rio, em especial pelas ag\u00eancias reguladoras nacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0 Informa\u00e7\u00f5es detalhadas, inclusive no idioma Portugu\u00eas, podem ser encontradas em <a href=\"http:\/\/www.who.int\/ionizing_radiation\/medical_radiation_exposure\/call-for-action\">www.who.int\/ionizing_radiation\/medical_radiation_exposure\/call-for-action<\/a> e na plataforma https:\/\/www.iaea.org\/resources\/rpop\/resources\/bonn-call-for-action-platform<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Deve-se ressaltar que as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram elencadas em ordem de import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> www-pub.iaea.org\/iaeameetings\/50820\/International-Conference-on-Radiation-Protection-in-Medicine<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> https:\/\/www.iaea.org\/resources\/rpop\/resources\/databases-and-learning-systems\/safron<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> http:\/\/www.who.int\/en\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> https:\/\/www.iaea.org\/sites\/default\/files\/18\/01\/17-12-safron-update.pdf<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> http:\/\/www.unscear.org\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> https:\/\/www.iaea.org\/resources\/rpop<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> https:\/\/nucleus.iaea.org\/isemir<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> http:\/\/www.i-s-r.ca\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> https:\/\/rpop.iaea.org\/safrad\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> International Basic Safety Standards, IAEA Safety Standards Series No. GSR Part 3, IAEA, Vienna (2014)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cbr.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/BCFA_FINAL-1.pdf\">Clique aqui <\/a>e fa\u00e7a o download do documento em PDF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo R. Costa1; Alair ASMD dos Santos2; Lidia V. de S\u00e13; Hugo R. Schelin4; Cinthia Kotzian5; Luis AG Magalh\u00e3es6; Simone Kodlulovich3; Helen J. Khoury7 1 Departamento de F\u00edsica Nuclear, Instituto de F\u00edsica, Universidad de S\u00e3o Paulo 2 Vicepresidenta CBR\/ R\u00edo de Janeiro y Prof. Asociado y Jefe del Servicio de Radiolog\u00eda del Hospital Universitario\u2026 <a href=\"https:\/\/cbr.org.br\/es\/brasil-call-actions\/\">Sigue leyendo<\/a><\/p>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[50,665,84],"class_list":["post-20450","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-parcerias-internacional","tag-cbr","tag-cbr_radiologia","tag-medicina-diagnostica"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20450"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20450\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51104,"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20450\/revisions\/51104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cbr.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}